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terça-feira, 17 de maio de 2011

Prisão de ventre ou intestino preso. O que fazer?

A prisão de ventre ou intestino preso, é um problema bastante freqüente nos dias de hoje. Uma em cada 5 pessoas reclama que não evacua todos os dias, como seria o normal. Essa proporção duplica quando estamos falando somente das mulheres. Isso traz desconforto abdominal, excesso de gases e ressecamento das fezes, o que por sua vez pode gerar problemas no reto, como fissuras, sangramentos e dores para evacuar.

Alimentação inadequada e vida sedentária são os principais complicantes para o aumento desse problema. Aquilo que é mais "fácil" e rápido de ingerir não é, definitivamente, o mais saudável. Sanduíches rápidos, frituras, refrigerantes, biscoitos e açúcar dominam cada vez mais o dia-a-dia do brasileiro. O aumento desse tipo de alimentação rápida é diretamente proporcional ao dos pacientes nos consultórios de doenças gastrintestinais.

O tipo mais freqüente prisão de ventre é a chamada funcional. Outras causas, porém menos freqüentes, são hipotireoidismo, diabetes e uso de alguns medicamentos como analgésicos, antiácidos, antidepressivos e sais de ferro.

Algumas pessoas tentam explicar esse problema como sendo hereditário. Entretanto, quando toda uma família tem dificuldade de funcionamento intestinal, o mais previsível é que todos tenham os mesmos maus hábitos que levam à prisão de ventre.

1. Redução dos estímulos para evacuar

É importante evacuar diariamente pela manhã. A milenar Tradicional Medicina Chinesa (MTC) já considerava isso, antes mesmo do surgimento da civilização ocidental. E por uma simples razão: é pela manhã que o relógio biológico sinaliza com o comando de eliminar excretos. Evacuar logo ao despertar alivia o metabolismo - limpa a área - para a plena captação (em todos os níveis de conscência) de todos registros do dia que se inicia.

Existem 3 reflexos para evacuar e ativar o funcionamento intestinal diário e matinal:


reflexo ortocólico - quando acordamos e ficamos de pé;
reflexo gastrocólico - com a chegada do desjejum ao estômago, que se distende e avisa ao intestino ser hora de funcionar; e
reflexo colocólico - provocado pela entrada do bolo fecal no ceco.


Os reflexos fisiológicos não passam pelo cérebro, porém, conscientemente o reflexo pode ser inibido. Muitas pessoas, apressadas, suprimem essa vontade.

Quando, dia após dia, ano após ano, esses reflexos deixam de ser atendidos por restrição de tempo, eles se tornam quase imperceptíveis. Como reflexos fisiológicos, podem ser desenvolvidos novamente, pois mediante uma reeducação, o organismo pede reconquistar o hábito de evacuar todas as manhãs.


2. Falta água - líquidos - na Alimentação diária

Cerca de 65% do peso de um adulto é água!

Sem água nada funciona bem, especialmente intestinos os rins. Água é alimento, aliás, depois do oxigênio, é o mais essencial dos alimentos. Ela cumpre também uma função importantíssima: a de transportar os nutrientes até às células que deles necessita e, retirar das células todos os seus excretos e subprodutos, encaminhando-os para os cinco sistemas excretores.


3. Vida Sedentária

A atividade física regular e responsável acelera o metabolismo basal, proporcionando um despertar, uma nutrição vital de todos os órgãos e sistemas. O sedentarismo leva à atonia, com enfraquecimento da musculatura abdominal, diminuindo a força para evacuar.


4. Baixo consumo de alimentos integrais e crus

Os alimentos que favorecem o bom funcionamento intestinal são aqueles ricos em fibras, como as verduras (folhas verdes), frutas como o limão, laranja, tangerina, ameixa, figo, abacate, manga, mamão e uva, legumes como o xuxu e o brócolis, além de sementes como a linhaça e o gergelim.

E uma excelente pedida é misturar estes alimentos no preparo de sucos desintoxicantes, tomados idealmente em jejum, imediatamente após seu preparo.

Alguns chás são estimulantes do intestino, como o senne (Cassia angustifolia), porém, seu uso continuado não é indicado e vai perdendo seu poder laxante. Isso também ocorre com a maioria das fórmulas de laxantes (naturais e sintéticas), e só devem ser usados numa emergência e com acompanhamento médico.

O que de fato corrige o funcionamento adequado do intestino é a mudança de hábitos como alimentação natural e desintoxicante, além da atividade física diária. Se a prisão de ventre não melhorar totalmente com essas medidas, não interrompa, pois leva um bom tempo para um organismo por demais debilitado se recuperar. E, importante, consulte um médico.

Num país onde há produção abundante de frutas, verduras, legumes e sementes, tanto sol e clima adequado para uma caminhada, não tem porque existir esta endemia com tantas pessoas com intestino preso e barriga estufada.

* Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.


Fonte: Doce Limão - Cuidados com seu Intestino

CADA VEZ MAIS PAULISTANOS DESCOBREM TER HEPATITE

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde e SP no Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids, órgão da pasta, aponta que, em cinco anos, houve aumento de 56,9% no número de casos de hepatites identificados pelo serviço.
Em 2004, quando o Ambulatório de Hepatites do CRT-DST/Aids iniciou suas atividades, foram identificados de 388 casos da doença. Em 2009 (último dado consolidado disponível), o número pulou para 609. Durante esse período, houve 4.164 casos de hepatites virais, dos quais 68,5% em homens.
O crescimento das notificações levou o serviço a traçar um perfil dos atendidos. Entre os pacientes do sexo masculino, 51,8% eram portadores do tipo C e 33,1% haviam contraído o tipo B da doença. Já entre as mulheres, 69,8% foram infectadas com o tipo C e 18,1% com o tipo B.
Do total de pacientes, 73,6% têm entre 20 e 49 anos de idade. Com relação aos estudos, 45,7% completaram têm entre 8 e 11 anos de escolaridade e 20,7% estudaram por 12 anos ou mais.
"O levantamento dos casos de hepatites virais possibilitou conhecer melhor o perfil dos nossos usuários e traçar estratégias específicas para essa população, a fim de atender cada vez melhor nossos pacientes", afirma a diretora do CRT-DST/Aids, Maria Clara Gianna.
A hepatite B é transmitida principalmente por meio do sangue. Os usuários de drogas injetáveis estão entre as maiores vítimas. O vírus também pode ser também passado pelo contato sexual e durante o nascimento (transmissão entre mãe e feto).
A hepatite C é transmitida por meio do sangue, raramente a infecção pode ocorrer por conta do ato sexual ou durante o nascimento. Ambos os vírus podem evoluir para um quadro crônico, a exemplo da cirrose ou do câncer de fígado.
Segundo Maria Clara Gianna, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que cerca de 3% da população mundial estejam infectadas com o vírus da hepatite C, sendo 170 milhões de pessoas são portadoras da forma crônica da doença.
O Ambulatório de Hepatites Virais oferece assistência integral, por meio de equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e psiquiatra.

Fonte: SNIFBRASIL.COM.BR

sábado, 14 de maio de 2011

Efeitos das Radiações Nucleares

Com o terremoto – seguido de tsumani – ocorrido no nordeste do Japão, um assunto até então mantido em banho-maria veio à tona: os perigos das radiações ionizantes para os seres humanos, mesmo quando são usadas para fins pacíficos (produção de energia elétrica por usinas nucleares). Sendo assim, acompanhe esta postagem resumida sobre seus efeitos deletérios.

A radiação nuclear (ionizante) causa uma série de danos às pessoas, imediatos ou em longo prazo. Os principais são: queimaduras (de variadas extensões e profundidades), tumores malignos, envelhecimento precoce, esterilidade, imperfeições genéticas em futuras gerações e até mesmo a morte.

A radiação atua de forma diferente para cada tipo de célula. A Lei de Bergonie & Tribondeau resume bem isso: “A sensibilidade das células à radiação é diretamente proporcional à sua atividade reprodutora e inversamente proporcional ao seu grau de especialização”.

Ou seja, quanto menor sua capacidade de se multiplicar e mais especializada a célula (neurônios, por exemplo), menores os efeitos da radiação, ao passo que, quanto menos especializada (portanto, com maior atividade multiplicadora), maiores e mais precoces os danos.

Podemos dividir os efeitos da radiação em duas categorias:

1) Efeitos Somáticos (corpo): são provenientes de danos nas células corporais e se manifestam apenas na pessoa irradiada, não oferecendo riscos às gerações futuras.
Quando a exposição é aguda, ou seja, a dose total de radiação é recebida num curto intervalo de tempo, os efeitos são imediatos (poucas horas, dias ou semanas), como por exemplo, náusea, perda de apetite e de peso e até mesmo a morte.
Quando a exposição é crônica, ou seja, a dose é recebida pouco a pouco, durante anos, os efeitos são tardios (anos ou décadas), como por exemplo, câncer, úlcera, catarata, esterilidade, envelhecimento precoce, leucemia.
A gravidade dos efeitos somáticos depende da dose total de radiação recebida, do intervalo de tempo em que ela foi recebida, e da região do corpo que foi atingida.

2) Efeitos Hereditários (DNA): também conhecidos com efeitos genéticos, são originados somente no descendente da pessoa irradiada. São resultantes dos danos que as radiações provocam nas células dos órgãos reprodutores.

Efeitos da radiação de acordo com a absorção corporal:

1) Absorção de 0 a 25 rem – nada se observa
2) Absorção de 25 a 50 rem – redução dos glóbulos brancos
3) Absorção de 100 a 200 rem – náuseas – intensa redução dos glóbulos brancos
4) Absorção de 500 rem – 50% de probabilidade de morte em 30 dias


O corpo humano é insensível à radiação ionizante, o que significa que sua ação maléfica não é percebida e nem vista, fato que deixa mais vulnerável o corpo humano.
As radiações nucleares possuem uma quantidade de energia suficiente para provocar a ionização, enquanto as radiações mais comuns como o calor e a luz visível não possuem essa capacidade.

Nas células, a ionização pode provocar alterações moleculares, e formação de um tipo de espécies químicas que causam danos para a célula. O ser humano é o alvo mais susceptível à radiação nuclear, e os efeitos da radiação no corpo humano resultam dos danos de cada célula em particular.

Os danos que a radiação pode provocar no homem são:

- danos à divisão celular*
- impedimento da divisão celular
- modificações na estrutura genética das células reprodutoras
- destruição total da célula


Se o corpo humano receber de uma vez de cerca de 700 rads***, ocorrerá um efeito fatal. A exposição a doses de 50 rads não provoca nos seres humanos sinais imediatos de doenças, o que não afasta essa possibilidade em médio e longo prazo.



*Entenda-se divisão celular como mitose e meiose.

**rem: é uma unidade usada para calcular o efeito que a absorção de certa quantidade de energia provocou em determinado organismo. O rem está relacionado com a quantidade necessária de radiação para causar uma quantidade particular de efeitos danosos ao organismo. Um rem é equivalente a 0,01 joule por quilograma.


***rad: é uma unidade definida como a quantidade de energia absorvida pelos tecidos e ossos por unidade de massa. Um rad é equivalente a 0,01 joule por quilograma.

Fonte: http://diario-saude.blogspot.com/

A doença da desinformação

Há uma doença que quase ninguém fala: é a da desinformação. E isso é sério. O que tenho visto de gente que se alimenta mal, mesmo tendo razoável nível de conhecimento e cultura, é absurdo. Esse é só um aspecto. O outro que também me deixa alerta é a velocidade com que se come. Ninguém parece saber mastigar bem e consegue almoçar ou jantar em dois ou três minutos. Literalmente, os alimentos (muitas vezes de má qualidade) são empurrados goela abaixo.

Longe de ser algo que atinge apenas as classes sociais mais baixas, a desinformação sobre prevenção e bons hábitos é chocante. Pacientes ainda me perguntam se carne de porco faz mal à infecção, se podem tomar caldo de cana ou se pode misturar caranguejo com antibiótico. Amigos e amigas, precisamos ler mais e se interessar por coisas que dizem respeito a nossas vidas. Quando não se sabe nada sobre o corpo em que “se mora”, como cuidar dele e viver mais e melhor?

O aprendizado sobre nosso corpo, nossa mente e nossas emoções deveriam ser matérias obrigatórias de curriculum escolar, assim como lidar com finanças e, pelo menos, ter noções básicas de civilidade. Não dá para viver em um mundo altamente tecnológico sem saber que manga com leite não mata, vitaminas não engordam e que gonorréia não dá câncer de próstata. O acesso à informação hoje é fácil. A preguiça em se inteirar dos assuntos – gerando a desinformação – é que é a doença miserável que exclui a evolução. Informação de qualidade é saúde!

Fonte: Médico Carlos Bayma, disponivel em http://www.bancodesaude.com.br/user/4474/blog/doenca-desinformacao.

domingo, 8 de maio de 2011

Osteoporose tem novo tratamento

Ben-Hur Albergaria, médico ginecologista e presidente da Comissão Nacional de Osteoporose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

Uma doença incurável e silenciosa, que não tem sintomas, compromete a qualidade de vida dos pacientes e causa cerca de 200 mil mortes todos os anos no Brasil. Assustador, esse é o perfil da osteoporose, um problema que afeta principalmente mulheres a partir da menopausa e virou caso de saúde pública no país pela incidência cada vez maior e a gravidade dos atendimentos.

Apresentado em março deste ano em um congresso internacional na Espanha, um estudo envolvendo pesquisadores de vários países – inclusive o Brasil –, deu novo fôlego ao tratamento da doença ao confirmar que, diferentemente dos medicamentos mais usados atualmente, uma substância, o ranelato de estrôncio, é capaz de combater o enfraquecimento dos ossos e fortalecer a massa óssea restante, diminuindo consideravelmente os riscos de fraturas.

Em entrevista à Gazeta do Povo , o médico ginecologista e presidente da Comissão Nacional de Osteoporose da Federação Bra­­sileira das Asso­ciações de Gine­cologia e Obstetrícia (Febrasgo), Ben-Hur Albergaria, fala sobre os benefícios dessa novidade.

Por que a osteoporose preocupa tanto?

Ela é uma doença silenciosa e não rende sintomas até que o osso fique tão fraco a ponto de a pessoa ter fraturas graves. Os números da doença são impressionantes. Cerca de 10 milhões de brasileiros têm osteoporose, mas não sabem e só descobrem quando vão ao hospital com alguma fratura e, a partir do raio X, descobrem que o problema está em estágio avançado. Isso é terrível porque, geralmente, as lesões atingem ossos em locais de difícil recuperação e que comprometem muito a qualidade de vida, como vértebras, quadril e fêmur. Só no Brasil, são 200 mil mortes todos os anos causadas por complicações derivadas da osteoporose e isso se reflete na quantidade e gravidade dos casos atendidos em hospitais por todo o país. De cada quatro pessoas com fratura no fêmur, uma morre em menos de um ano em decorrência de complicações do problema. Por isso, não é exagero dizer que a osteoporose virou uma preocupação de saúde pública.

Como são os tratamentos atuais de osteoporose?

Temos basicamente duas linhas de frente no tratamento. A primeira é apostar na regularização da ingestão de cálcio e vitamina D, dois componentes essenciais para fortalecer os ossos, além de incentivar a prática de atividade física e pedir que os pacientes evitem o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. A outra parte diz respeito aos remédios, que se dividem em dois grupos. O primeiro, dos antirreabsortivos, é formado por drogas que inibem o enfraquecimento dos ossos, mas não formam novas estruturas. A pessoa freia a evolução do problema, mas não consegue ter de volta o que já havia perdido. O outro grupo é dos medicamentos que fazem o contrário: formam massa óssea, mas não contêm o processo de reabsorção.

No que consiste essa nova técnica?

Ela se baseia no uso de ranelato de estrôncio, uma substância capaz de fazer simultaneamente, com um só remédio, esses dois processos [formação de massa óssea nova e reabsorção dos ossos antigos]. Seu uso é aprovado pela Anvisa [Agên­­cia Nacional de Vigilância Sani­tá­­ria] e já era receitado no Brasil há alguns anos, mas os médicos não sabiam exatamente o grau de eficiência alcançado pela medicação.

Por que essa descoberta é tão revolucionária?

Porque, pela primeira vez, conseguimos comparar os efeitos do ranelato de estrôncio com os de outra substância usada no tratamento, o alendronato de sódio, que tem efeito de redução na reabsorção, e ver como ele age de maneira muito mais eficiente. Além de formar novos ossos e conter o enfraquecimento dos antigos, outra vantagem é a facilidade do uso da substância. Hoje, o ranelato de estrôncio é vendido em pó, em sachês individuais que a pessoa dissolve em um copo de água e toma à noite antes de dormir. Também sabemos que ele não traz complicações a longo prazo, já que estudos na Europa mostram que pessoas que usam a substância há pelo menos dez anos continuam tendo menos fraturas sem efeitos colaterais preocupantes.

O ranelato de estrôncio é indicado para todos os tipos de pacientes? Ele pode ser usado no tratamento de outras doenças, como artrite ou reumatismo?

A princípio, o estudo se concentrou no tratamento de mulheres que tiveram osteoporose a partir da menopausa. É óbvio que não existe um medicamento ideal para todos e cada pessoa precisa verificar com seu médico qual o melhor caminho para o seu tratamento. Mas sem dúvidas o ranelato de estrôncio, por enquanto, é o que mais se aproxima do ideal. Agora, temos novos focos de pesquisa despontando. Um deles tenta mostrar a efetividade desta substância em homens com osteoporose. Outro tenta descobrir se ela poderia ser usada contra osteoartrose, artrite ou reumatismo ou mesmo contra o desgaste natural das nossas articulações causado pelo envelhecimento. Não há nada comprovado, mas uma gama grande de estudos deve vir por aí a partir desta primeira descoberta.


Fonte: www.gazetadopovo.com.br

domingo, 1 de maio de 2011

ANO DA QUÍMICA

A ONU definiu que 2011 é o Ano Internacional da Química. Haverá atividades em mais de 60 países para refletir sobre suas descobertas, conquistas e inovações.

Na programação brasileira (www.quimica2011.org.br), constam exposições, atividades educativas, concursos, palestras, homenagens à cientista Marie Curie e o lançamento de um site educacional, dentre outras.

O site http://quid.sbq.org.br, com diversas secções interessantes, tem como sub-título “Química para ler e sonhar”. Já que é dedicado ao público escolar é muito didático que queira despertar sonhos e novas vocações para a ciência da Química. Mas acho que se deve dizer também que a Química é para transformar a vida. Para o bem e para o mal.

Uma das maiores descobertas recentes na área dos novos materiais é o grafeno. Seus descobridores foram agraciados com o Prêmio Nobel de Química em 2010. É considerado como o material que substituirá o silício nos chips de computadores e eletrônicos em geral, abrindo novos e promissores horizontes.

Acabo de saber que pesquisadores do ITME (Instituto de Tecnologia de Materiais Eletrônicos), na Polônia, descobriram um método de produção do grafeno em escala industrial. Pode ser que tal descoberta antecipe o uso do grafeno nos equipamentos de uso cotidiano, mudando ainda mais as nossas vidas.

Isso é Química.

Um terço dos brasileiros não recebe tratamento

Severa, moderada ou leve, doença que estreita válvula aórtica atinge 5% da população global, sendo 630 mil brasileiros. Estenose aórtica está entre os principais problemas cardiovasculares que atingem pessoas na terceira idade.

Para especialistas, cirurgia minimamente invasiva é a melhor opção de tratamento para estenose aórtica.

O que infarto, insuficiência cardíaca e arritmia têm em comum? Acertou quem respondeu que essas três doenças podem ser fatais e estão entre as mais conhecidas quando o assunto são problemas de coração. Porém, hoje essas doenças têm outra "concorrente": a estenose aórtica. O problema, que preocupa cardiologistas em todo o mundo, ocorre devido ao estreitamento da válvula aórtica que reduz significativamente o sangue arterial bombeado para o corpo e sobrecarrega o coração.

A doença, que pode ser congênita, reumática (infecção subtratada) ou degenerativa, será tema de simpósio durante o GI2 - Global Summit on Innovations in Interventions (Encontro Global de Inovações em Intervenções Cirúrgicas Cardiovasculares), evento que ocorreu entre os dias 13 e 15 de abril, no Sheraton WTC (World Trade Center), em São Paulo (SP).

A estenose aórtica, quando é degenerativa, incide em idosos a partir de 65 anos que pela idade e estado de saúde, não têm condições de suportar uma cirurgia convencional e, pela necessidade de abrir o peito, a torna muito mais agressiva. A partir daí, a alternativa é a utilização de técnicas por abordagem percutânea (por meio de cateter), que consiste na passagem de um fio guia através da artéria femoral (transfemoral) ou pela ponta inferior (ápice) do coração (transapical), e por ele, a introdução de uma válvula que será insuflada por meio de um cateter balão no interior da área afetada. O procedimento evita a reação inflamatória de graus variados causada pela circulação extracorpÍ rea.

No Brasil, estima-se que 630 mil pessoas sofrem da doença e um terço - 210 mil pacientes - não foram encaminhados para a cirurgia de troca da válvula. Subtratados à base de medicamentos, 40% desses pacientes - 84 mil, apresentam outros problemas como doenças graves de fígado, rim e pulmão que podem levá-los à morte em até 1 ano