.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tosse persistente pode ser curada com o chocolate

O chocolate tem diversos benefícios para o corpo quando consumido com moderação, destaque para suas vitaminas e sais minerais, além de conter alto teor de flavonoides, que ajudam a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e proporcionam sensação de prazer e bem-estar. Entretanto parece que ele tem mais uma função, ajudar quem sofre de tosse persistente.

Segundo estudiosos, uma das substâncias isoladas do cacau dificulta a ação de irritação da tosse. Em levantamento recente com a população do Reino Unido, 7,5 milhões de pessoas relataram sofrer com a tosse persistente a cada ano.

Hoje os remédios utilizados para evitar os sintomas, são à base de opiáceos, como xaropes que contêm codeína, um narcótico. Porém, segundo a agência que controla os produtos naquela região, pessoas menores de 18 anos não devem tomar essa medicação, pois as desvantagens superavam os benefícios.

Por isso uma empresa britânica de remédios está ajudando a desenvolver outro remédio à base de uma droga chamada teobromina. Ela inibe a queima inadequada do nervo vago, uma característica fundamental da tosse persistente. “O interessante é que a teobromina é encontrada em pequenas quantidades em produtos à base de cacau”, explicou a empresa.

“A descoberta da teobromina no cacau, pode representar uma alternativa mais vantajosa à tosse persistente do que os perigosos opiáceos utilizados até então, além do que parece ser mais atrativo, principalmente para as crianças, saber que o remédio para tosse é o chocolate”, completa a , farmacêutica, Carolina Marlien.

De acordo com Alyn Morice, da clínica Hull Cough, por enquanto é “teoricamente possível” obter teobromina suficiente em uma barra de chocolate para aliviar a tosse, mais estudos ainda devem ser feitos para revelar a dose exata necessária.

Fonte: http://www.portaleducacao.com.br

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

10 presentes para melhorar a saúde no natal

Nesse natal dê presentes que ajudem seus amigos e familiares a ganharem saúde e qualidade de vida.
O natal está chegando e com essa data aparecem também as dúvidas na hora de comprar um presente. Pensando nisso o Blog decidiu dar algumas dicas de presentes que podem ajudar o seu parente ou amigo a cuidar melhor da sua saúde e da de seus familiares.

Livros sobre saúde e bem estar

Muitos livros abordam a saúde de forma prática. Dependendo do perfil da pessoa a ser presenteada, é possível escolher temas sobre alimentação, receitas, dietas, esportes, atividades físicas ou como lidar com alguma condição específica. Aquele amigo que está sempre buscando melhorar a saúde com certeza vai ficar feliz com este presente de natal.

Preço: Variados.

Termômetro

Esse aparelho pode ajudar a identificar diversas enfermidades, pois ao ser utilizado ele dá um diagnóstico preciso sobre a temperatura de um enfermo.

Se a sua melhor amiga acabou de ter um bebê ou se você tem um amigo que vive reclamando de mal estar, o termômetro pode acabar sendo um presente diferente e útil na vida dessas pessoas. Ele é um objeto imprescindível em uma casa, principalmente naquelas em que vivem crianças e idosos, pois eles são mais suscetíveis a contrair doenças que causam febre.

Preço: de R$ 4,00 a R$ 15,00

Aparelho de pressão digital de pulso


O aparelho de pressão digital de pulso serve para medir a pressão arterial de forma prática e automática. Está indicado para as pessoas portadoras de hipertensão arterial, onde a anotação diária dos valores da pressão irá ajudar ao médico a melhor controlar a doença. A hipertensão arterial é considerada uma doença silenciosa, já que na maioria das vezes não dá sintomas. Por isso a importância de ter um aparelho desses em casa para monitoramento diário.

Preço: de R$ 90,00 a R$ 400,00

Glicosímetro


Todo diabético tem quer ficar de olho nos níveis de glicose no sangue. Por isso lhes presentear com a mais nova versão do aparelho que testa a glicemia de pessoas com esse mal pode aliviar o bolso e os dedos de quem ganhar o agrado. Isso porque os novos aparelhos, apesar de mais caros que os antigos, tendem a ser mais delicados com os dedos dos diabéticos, além de terem funções que ajudam até mesmo os médicos a controlarem melhor a doença do paciente.

Preço: de R$ 50,00 a R$ 1.265,00

Balança


Como dar uma balança de presente para alguém e não estragar o natal dessa pessoa? A resposta para isso pode ser um cartão bem bonito com os porquês do agrado inconveniente. Afinal, para alguém que quer perder peso uma balança pode ajudar essa pessoa a ficar estimulada.

Entretanto, tome cuidado para o agrado não ter o efeito contrário e estragar a ceia de todo mundo. Por isso prepare o espírito do presenteado com um cartão e um embrulho bem bonito e torça para ele entender aquilo como um incentivo.

Para saber mais sobre como perder peso clique aqui.
Preço: R$ 80,00 a R$3.000,00


Monitor de frequência cardíaca


Este pequeno aparelho, semelhante a um relógio, tem a função básica de medir a freqüência cardíaca, mas comporta várias outras funcionalidades. É um excelente motivador para satisfazer as necessidades em exercícios diversos. Bicicleta ergométrica, hidroginástica, corrida ou caminhada, com ele é possível encontrar a zona ótima da freqüência cardíaca para a sessão de treinamento. Uma ótima idéia de presente para aqueles que estão começando a se exercitar e também para aqueles mais avançados.

Faixa de preço: R$ 249,00 até R$ 1.199,00


Esteira e bicicleta ergométrica


Se você está com um dinheirinho sobrando e tem uma pessoal especial, mas preguiçosa para presentear, dê uma esteira para correr ou uma bicicleta para ela. Isso pode acabar por estimulá-la a se cuidar e mudar seu estilo de vida.

Também se você tiver um amigo viciado em se exercitar, mas nunca tem dinheiro para comprar materiais de academia para malhar em casa, dê a ele uma esteira ou uma bicicleta ergométrica.

Esteira - preço: R$ 129,00 a R$ 3.000,00 / Bicicleta - preço: R$ 400,00 a R$ 1.200,00

Cortador de comprimido

Pode parecer estranho, mas muitas pessoas precisam cortar remédios de tablete em duas ou mais partes. Se você sempre vê sua mãe, seu pai, amigo ou avô lutando com uma faca para partir uma simples pastilha, provavelmente eles vão adorar ganhar um cortador de comprimidos.

Esse aparelho corta com facilidade comprimidos de vários tamanhos. Basta colocá-los no interior do objeto e apertar a parte superior do aparelho. Assim você consegue duas ou quatro partes iguais das pílulas sem perda de medicamento.

Preço: de R$ 3,00 a R$ 10,00

Porta remédio eletrônico


Existem muitas pessoas que tem de tomar vários comprimidos diariamente. Por causa disso acaba ficando difícil lembrar todos os horários e quais remédios que tem que ser ingeridos. Por isso, para essas pessoas é interessante dar de natal um porta remédio eletrônico. Além de carregar a medicação em um recipiente, esse aparelho tem um alarme que avisa a hora de tomar os remédios, como se fosse um despertador.

Preço: esse produto é importado.

Sapatos para diabéticos

Os diabéticos têm de prestar muita atenção aos seus pés, pois um alto nível de glicose no sangue durante muito tempo pode causar lesões nos vasos sanguíneos, reduzindo a chegada de sangue aos pés. Além disso, o excesso de açúcar no sangue pode lesar os nervos, reduzindo a capacidade de sentir dor e pressão sobre os pés. Por isso quem tem essa enfermidade pode acabar tendo de ter um membro amputado por causa de pequenos danos nos pés que não foram tratados e se transformaram em úlceras.

Considerando isso, dar para um diabético um daqueles sapatos feitos especificamente para pessoas com essa doença pode fazer o natal do seu parente ou amigo, pois sapatos desse tipo ajudam as pessoas com essa enfermidade a cuidar melhor de seus pés e não terem que se preocupar se os seus sapatos estão lhes causando machucados.

Preço: de R$100,00 a R$200,00

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Novas regras para antibióticos entram em vigor



As novas regras para venda de antibióticos entram em vigor neste domingo (28/11). A partir desta data, as farmácias e drogarias de todo o país só poderão vender esses medicamentos mediante receita de controle especial em duas vias. A primeira via ficará retida no estabelecimento farmacêutico e a segunda deverá ser devolvida ao paciente com carimbo para comprovar o atendimento.

As receitas também terão um novo prazo de validade, de dez dias, devido às especificidades dos mecanismos de ação dos antimicrobianos. Os prescritores devem estar atentos para a necessidade de entregar, de forma legível e sem rasuras, duas vias do receituário aos pacientes.

As medidas valem para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos que tem uso exclusivo no ambiente hospitalar. O objetivo da Anvisa, ao ampliar o controle sobre esses produtos, é contribuir para a redução da resistência bacteriana na comunidade.

Outras mudanças

As embalagens e bulas também terão que mudar e incluir a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”. As empresas terão 180 dias para fazer as adequações de rotulagem.

Todas as prescrições deverão, ainda, ser escrituradas, ou seja, ter suas movimentações registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O prazo para que as farmácias iniciem esse registro e concluam a adesão ao sistema também é de 180 dias, a partir da data de publicação da resolução (28/10).

Dados

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo são inadequadas. Só no Brasil, o comércio de antibióticos movimentou, em 2009, cerca de R$ 1,6 bilhão, segundo relatório do instituto IMS Health.

Confira a íntegra da resolução no link abaixo.

http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/c13443804478bef68eefcf7d15359461/resolucao+antibioticos.pdf?MOD=AJPERES

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os sutiãs podem provocar cancro?


O cancro da mama conhecida desde a antiguidade, muitos séculos antes de serem inventados dispositivos modernos de diagnóstico. Por outro lado, o sutiã é uma invenção muito moderna, com pouco mais de 1000 anos de idade. Luman L. Chapman juntou dois pequenos cestos ao corpete em 1863 e Marie Tucek registou a invenção como um suporte do peito em 1893.

O sutiã moderno foi criado por Mary Phelps Jacob, em 1913. Simplesmente decidiu atar dois pedaços de seda com um lacinho de fita e estava criado o antepassado da peça de roupa feminina mais usada.

Conhece os rumores?

O rumor de que usar sutiã provoca cancro da mama diz algo como: usar um sutiã durante 12 ou mais horas bloqueia o sistema linfático do peito e faz assim com que se acumulem substâncias prejudiciais no peito, o que provoca o cancro da mama. Mas deixem-nos explicar: «limpar» o peito desta forma não tem qualquer efeito real no desenvolvimento do cancro da mama porque, na realidade, este é causado pelas células cancerígenas.

Porém, é verdade que os sutiãs, especialmente se forem demasiado pequenos ou feitos com materiais sintéticos, irritam a pele e provocam hematomas e inflamações. O peito grande pode também provocar dores nas costas e no pescoço, por isso é quase necessário usar um sutiã de qualidade que proporcione o apoio adequado. Os sutiãs são também obrigatórios na prática desportiva porque impedem que o peito salte de forma descontrolada.

As posições das sociedades médicas

A American Cancer Society afirma que os sutiãs não contribuem para o desenvolvimento do cancro da mama. Todavia, as estatísticas mostram que o cancro da mama ocorre menos frequentemente em mulheres que não usam sutiã. Estas mulheres são habitualmente magras e têm peito pequeno.

Por outro lado, as mulheres com peito relativamente grande ou pelo menos de tamanho médio, bem como aquelas que são um pouco mais pesadas, normalmente têm que usar sutiã para apoio suplementar. Em qualquer dos casos, a maior quantidade de tecido mamário e excesso de peso são possíveis factores para o desenvolvimento mais frequente do cancro da mama.

O National Cancer Institute nos Estados Unidos concorda que usar sutiã não está directamente ligado ao desenvolvimento do cancro da mama. São factores mais plausíveis e comprovados os genes, o consumo de álcool e de tabaco, bem como um estilo de vida pouco saudável e o excesso de peso.

Todas estes factores contribuem para um nível de estrogénio mais elevado no corpo, o que aumenta a probabilidade de desenvolvimento de cancro da mama. Mas ainda assim pode decidir deixar de usar sutiã se isso a faz sentir melhor.


Texto: K. Z.

Foto: Photoxpress

A responsabilidade editorial e científica desta informação é de


Fonte: http://www.intimatemedicine.com/

sábado, 20 de novembro de 2010

Dieta saudável na gravidez: conheça os alimentos que devem ser consumidos e os que devem ser evitados durante a gravidez

O March of Dimes é uma instituição que trabalha para que toda gravidez seja bem planejada e bem- sucedida evitando o nascimento prematuro de bebês. Com o objetivo de orientar as futuras mães sobre uma gravidez saudável e os cuidados que devem ser tomados desde o planejamento da gravidez até o nascimento do bebê, o March of Dimes publicou conselhos nutricionais baseados em evidências científicas.

Orientações sobre ganho de peso durante a gestação

O ganho excessivo de peso na gravidez não só torna mais difícil perder o excedente após o nascimento, como também aumenta os riscos da mãe desenvolver diabetes gestacional3, ter aumentos da pressão sangüínea (o que pode levar à pré-eclampsia), precisar fazer uma cesariana e sofrer infecção5 pós-parto. Para o bebê, o excesso de ganho de peso da mãe aumenta o risco de defeitos de tubo neural, trauma ao nascimento e morte fetal.

Mulheres com peso normal devem ganhar entre 11 e 16 kg durante os 9 meses de gravidez1; mulheres acima do peso, de 7 a 11 kg; mulheres abaixo do peso, entre 12 e 18 kg. Uma grávida de gêmeos pode ganhar um pouco mais de peso, sempre com orientação médica.

Como deve ser uma dieta saudável para as grávidas?

A dieta saudável de uma grávida segue os mesmos princípios básicos da dieta de um adulto normal. Ela necessita de apenas mais 300 calorias por dia para nutrir adequadamente o bebê que está carregando, desde que venham de alimentos nutritivos. Então o cardápio deve ter:

Grãos integrais - arroz integral, pão integral, macarrão integral, granola ou aveia integral: 6 a 11 porções por dia.

Derivados do leite - leite desnatado, iogurte ou queijo: 3 a 4 porções por dia.

Proteínas – carne vermelha, frango, peixe, feijão, soja, nozes ou ovos: 3 porções por dia.

Vegetais - brócolis, cenoura, vagem, tomate, couve-flor ou beterraba: 3 a 5 porções por dia.

Frutas - laranja, banana, pêra, mamão, melão, melancia, uva, manga ou maçã: 2 a 4 porções por dia.

Exemplos do que é uma porção: uma fatia de pão, meia xícara de arroz ou macarrão, uma xícara de cereais, uma xícara de leite ou iogurte, dois cubos de 3 cm de queijo, 55g de carne cozida, frango ou peixe, meia xícara de feijão seco, duas colheres de sopa de manteiga de amendoim, meia xícara de vegetais cozidos ou picados, uma xícara de salada verde, três quartos de xícara de suco de vegetal; uma maçã, banana ou laranja, meia xícara de frutas picadas, três quartos de xícara de suco de fruta.

Alimentos que devem ser evitados durante a gravidez:

Peixe cru e moluscos, possível fonte do parasita Toxoplasma que pode causar cegueira e dano cerebral fetal.

Peixes predatórios grandes, como peixe-espada, tubarão, cavala e atum branco (fresco ou enlatado), que pode conter níveis arriscados de mercúrio. O Departamento de Alimentos e Drogas diz para limitar o atum (branco) para 200g por semana, mas é aceitável comer até 400g de atum light, camarão, salmão, badejo e bagre.

Carne, frango e frutos do mar crus ou mal passados: o ideal é usar um termômetro de carne e cozinhar o porco e a carne moída a 160 graus; bife, vitela e carneiro a 145; frango inteiro a 180 graus e peito de frango a 170 graus.

Leite não pasteurizado e queijos pastosos - feta, brie, Camembert, Roquefort, queijo branco e queijo fresco, a não ser que o rótulo diga "feito com leite pasteurizado". Eles podem estar contaminados com a bactéria9 Listeria, que pode provocar aborto, parto prematuro, bebê natimorto ou doença fatal ao recém-nascido.

Salsichas e frios, a não ser que sejam cozidos antes da ingestão, pois podem ter sido contaminados por Listeria depois do processamento.

Patês, pastinhas de carne e frutos do mar defumados (a não ser cozidos antes da ingestão). Versões enlatadas são seguras.

Ovos mexidos moles e alimentos como molhos feitos de ovos crus ou pouco cozidos. Cozinhe os ovos até que a clara e a gema estejam firmes, para evitar contaminação por Salmonella.

Brotos crus, inclusive alfafa, trevo, rabanete e feijão-mungo.

Chás de ervas e suplementos, pois sua segurança na gravidez1 não foi estudada. Alguns, como o remidamim ou grandes quantidades de camomila, podem aumentar o risco de aborto ou de parto prematuro.

O álcool pode causar dano fetal, inclusive retardo mental e comportamento anormal. Apesar de um drinque ocasional não impor risco, nenhuma quantidade segura foi estabelecida.

Evitar a ingestão de mais de 2 xícaras de café por dia.



O uso de vitaminas antes e durante a gravidez1



Mulheres que estejam planejando engravidar e as que já estão grávidas devem fazer uso diário de polivitamínicos que contenham:

Entre 0,4 a 0,6 miligramas de ácido fólico, para ajudar a prevenir defeitos de tubo neural no bebê.

18 a 27 miligramas de ferro para prevenir a anemia, que está associada a nascimentos prematuros de bebês2 e baixo peso ao nascer.

Os suplementos vitamínicos usados no pré-natal não contêm cálcio suficiente - 1.000 miligramas por dia são necessários para proteger os ossos da mulher grávida e dar ossos e dentes fortes ao bebê. Por isso as grávidas devem ingerir quantidade suficiente de alimentos ricos em cálcio como leite, queijo e folhas verdes ou tomar um suplemento diário de cálcio.

Quantidade de água e atividade física durante a gravidez

Beber bastante água – cerca de 2 litros por dia - e exercitar-se regularmente também é muito importante para uma gravidez1 saudável e para o bem-estar da mãe e do bebê.
Mulheres grávidas podem caminhar, dançar, nadar e fazer ioga, desde que não haja nenhuma contra-indicação médica para a prática de exercícios físicos.
Atividades de alto risco como mergulho e esqui devem ser evitadas. O ideal é que toda atividade física seja orientada por um profissional de saúde responsável e com prática em acompanhar mulheres gestantes.


Fonte: March of Dimes

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Diabete mata mais em países pobres e em desenvolvimento, segundo a OMS


Em 2005, 1,1 milhão de pessoas morreram pela doença; número deve dobrar na próxima década

BRASÍLIA - Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que quase 80% das mortes por diabete no mundo ocorrem em países pobres e em esenvolvimento. Em 2005, 1,1 milhão de pessoas morreram em decorrência da doença. A estimativa é de que o número de mortes dobre na próxima década.
A quantidade de diabéticos no mundo já passa de 250 milhões, segundo a Federação Internacional de Diabete. A entidade, ligada à OMS, alerta: se não forem implantadas políticas de prevenção eficientes, em 2025 o número de portadores pode a chegar a 380 milhões. Na edição deste ano da campanha do Dia Mundial da Diabete, lembrada no último domingo, organizações médicas internacionais garantem que é possível prevenir a doença.
No Brasil, estima-se em 10 milhões o total de pacientes - 7,6 milhões deles acometidos pelo tipo 2 da doença, o mais comum e o único que pode ser evitado. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas com esse tipo de diabete equivale a 5,8% da população com mais de 18 anos. A maioria está concentrada na Região Sudeste, com cerca de 3,5 milhões (2,06 milhões só no Estado de São Paulo).

O tipo 2 consiste no aumento anormal de glicose (açúcar) no sangue. Os principais sintomas são sede e fome excessivas, vontade constante de urinar, perda de peso, cansaço, infecções regulares, visão embaçada, dificuldade de cicatrização de feridas e formigamento nos pés. O principal alvo são pessoas na faixa etária acima de 40 anos, obesas e com histórico familiar.
No entanto, a maioria das pessoas não reconhece esses sintomas como relacionados à diabete e procuram atendimento médico tardio, o que levou a OMS a considerar a doença uma epidemia silenciosa. “Quase metade dos diabéticos não sabe da sua condição, porque a doença não incomoda. Só descobrem quando fazem o exame de sangue”, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Diabete, na seccional do Rio de Janeiro, Lenita Zadjdenverg.
Para a prevenção, Lenita recomenda uma alimentação saudável - com mais verduras e frutas e menor consumo de sal e de alimentos gordurosos - e a prática de exercícios físicos. “A população deve entender que é possível prevenir a doença e conviver com ela", destaca.
Não há cura para a diabete, mas tratamentos podem aliviar as consequências. O avanço do problema eleva o risco de doenças cardíacas, amputação das pernas, cegueira e partos prematuros. Segundo o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de diagnóstico e remédios para a doença.
A diabete tipo 1, de menor incidência, consiste na destruição das células produtoras de insulina, pois o organismo as identifica como corpos estranhos. Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o tipo 1, mas algumas nascem com genes de predisposição. No entanto, outras têm os genes e não desenvolvem a doença. O tipo 1 é mais frequente em quem tem menos de 35 anos, embora a doença possa surgir em qualquer idade.
Os sintomas mais comuns são fome frequente, vontade de urinar várias vezes, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.
O tratamento contra a diabete pode ser feito gratuitamente na rede pública de saúde. Em comemoração ao dia mundial, 80 monumentos brasileiros foram iluminados no último domingo - entre eles, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.

Fonte: Estadão.com

domingo, 7 de novembro de 2010

Risco de enfarte aumenta 4,6 vezes para quem fuma mais de 20 cigarros por dia

Pesquisa mundial Interheart avaliou fatores de risco para ataque cardíaco em 27 mil pessoas

SÃO PAULO - A pesquisa mundial Interheart avaliou fatores de risco para ataque cardíaco em mais de 27 mil pessoas e chegou à conclusão de que as chances aumentam até 4,6 vezes para quem fuma mais de 20 cigarros por dia. Entre os que acendem entre 10 e 19, a probabilidade sobe 2,6 vezes. No caso de quem fuma menos de meio maço diário, o risco é 63% maior.

"As pessoas precisam ter a consciência de que o cigarro deve ser gradativamente extinto, pois fumar causa males à saúde e ao meio ambiente", afirma Silvia Cury Ismael, chefe do Serviço de Psicologia e responsável pelo Programa de Cuidado Integral ao Fumante do Hospital do Coração (Hcor).

"Outro dado importante é que os jovens têm fumado cada vez mais o narguilé, que, por usar fumo perfumado, parece não fazer mal. Mas uma sessão corresponde a cem cigarros em quantidade de nicotina", alerta Silvia.

Fonte: Estadão.com

Risco de enfarte aumenta 4,6 vezes para quem fuma mais de 20 cigarros por dia

Pesquisa mundial Interheart avaliou fatores de risco para ataque cardíaco em 27 mil pessoas

SÃO PAULO - A pesquisa mundial Interheart avaliou fatores de risco para ataque cardíaco em mais de 27 mil pessoas e chegou à conclusão de que as chances aumentam até 4,6 vezes para quem fuma mais de 20 cigarros por dia. Entre os que acendem entre 10 e 19, a probabilidade sobe 2,6 vezes. No caso de quem fuma menos de meio maço diário, o risco é 63% maior.

"As pessoas precisam ter a consciência de que o cigarro deve ser gradativamente extinto, pois fumar causa males à saúde e ao meio ambiente", afirma Silvia Cury Ismael, chefe do Serviço de Psicologia e responsável pelo Programa de Cuidado Integral ao Fumante do Hospital do Coração (Hcor).

"Outro dado importante é que os jovens têm fumado cada vez mais o narguilé, que, por usar fumo perfumado, parece não fazer mal. Mas uma sessão corresponde a cem cigarros em quantidade de nicotina", alerta Silvia.

Fonte: Estadão.com

domingo, 31 de outubro de 2010

Cinco dicas para viver pelo menos 20 anos mais????

Dois americanos parecem ter encontrado a fórmula para viver até 20 anos mais sem recorrer a tratamentos absurdos. No livro Diminua Sua Idade (editora Best Seller), o médico Frederic J. Vagnini e o jornalista Dave Bunnell apresentam hábitos que aumentam em décadas a longevidade - com justificativas cientificamente comprovadas. As principais recomendações dos americanos são: comer mais fibras, fugir do açúcar, cortar gorduras saturadas, dormir bem, fazer mais sexo e sorrir mais. No Brasil, a expectativa de vida é de 72 anos. No entanto, poucos são os que sonham viver somente até esta idade. Fomos conversar com um time de especialistas para entender como essas simples mudanças são capazes de garantir que você chegue à velhice com uma vida e saúde mais plenas.

Coma mais fibras

As fibras fazem bem para o bom funcionamento do intestino. É verdade, mas elas não servem apenas para isso. "Fibras desempenham uma série de funções importantes, como auxiliar a assimilação de outros nutrientes, reduzir o mau colesterol (LDL), prevenir doenças e até evitar o mau hálito", explica a nutricionista Daniela Jobst.

E para atingir bons níveis de fibras não são necessários grandes esforços, pois elas são encontradas em alimentos que ingerimos comumente. A quantidade ideal de ingestão gira em torno de 25 a 30 gramas por dia e é importante não exagerar, como explica a nutricionista Daniela Jobst. "O estômago se adapta ao 'efeito esponja' das fibras e acaba se dilatando. Se a pessoa ultrapassa essa quantidade, precisará comer mais do que antes para se sentir saciada". Além disso, é importante ingeris as fibras com um pouco de líquido, pois a seco sua ingestão é mais difícil.

Vários alimentos do dia a dia possuem fibras: cereais (farelos), hortaliças, frutas (com cascas), leguminosas, verduras, trigo, cereais integrais (arroz, pão, torrada), aveia, cevada, bagaço de frutas cítricas, maçã, goiaba, castanha, nozes, ervilha e leguminosas em geral.

Uma das frutas com mais fibras na composição é a goiaba com casca, que tem 5 gramas por cada unidade média. Uma porção de 40g de cereal matinal integral tem 12g de fibras, enquanto meia unidade de abacate tem pouco mais de 7g de fibras - mas tome cuidado com a escolha do cereal, pois muitos contêm açúcar e com a grande quantidade de açúcares e gorduras do abacate.

Uma colher de sopa de aveia possui 1,5g de fibra, assim como uma banana média - ótima combinação, não? E quem gosta do feijão, vale saber que ele possui 2g de fibra para cada 40g, enquanto a mesma quantidade de lentilha (que pode ser uma boa substituta) possui um pouco mais de 5g, assim como o mamão papaia, velho e bom companheiro de quem sofre de prisão de ventre.



Fuja do açúcar

De acordo com a dermatologista Marcella Delcourt, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, depois da preocupação com radicais livres e raios UV, o alvo para combater o envelhecimento é diminuir o açúcar. Isso porque ele libera um processo que liga moléculas de glicose maléficas às moléculas de proteína saudáveis.

"A glicação ocorre quando uma molécula de açúcar em excesso, por aumento da ingestão ou por lentidão do metabolismo da glicose, se adere a uma molécula de proteína (colágeno, elastina) formando os AGEs, que alteram a estrutura dessas proteínas, impedindo a eficácia no desempenho de seus papéis mais importantes e, na pele, leva ao aparecimento das rugas", explica a especialista.

Além de alterarem a estrutura da proteína, os AGEs são fábricas de radicais livres que se acumulam ao longo do tempo, piorando seus efeitos no organismo e também deixando a pele com um aspecto opaco e envelhecido. Mesmo com a corrida para tentar combater os AGEs, é possível diminuir seus efeitos com hábitos alimentares saudáveis:

- Amêndoas e quinua são uma boa pedida para as refeições, da mesma forma que o consumo de maçã também é recomendado (rica em antioxidantes e flavonoides)

- As fibras também são importantíssimas: feijão, lentilha, ervilha. Agem como estabilizadores do açúcar e ajudam a queimar a gordura;

- Beba seis a oito copos de água por dia e prefira alimentos orgânicos;

- Evite comidas industrializadas, como flocos de milho, salgadinhos, bolachas, ketchup, refrigerantes e alimentos que contêm corante caramelo na sua composição, dentre outros.

- Tome chá verde ou suplementos à base dessa bebida com probióticos, antioxidantes e substâncias anti-AGEs de ultima geração na composição (prescritos pelo médico).

Dormir bem

Um estudo realizado pela American Academy of Sleep Medicine mostrou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade. Alguns problemas de saúde foram associados com pior qualidade de sono. Entre os avaliados, 46% dos participantes que tiveram a autoavaliação de saúde insatisfatória também relataram não dormir bem. As chances de um bom sono foram também menores em pessoas que muitas vezes se sentiam ansiosas, que tinham pelo menos uma doença crônica e dificuldades com as tarefas diárias.

De acordo com o neurologista Renato Lima Ferraz, a quantidade ideal de horas de sono varia de pessoa para pessoa. "Mas o mínimo recomendado é de seis horas ao dia, sendo importante não ultrapassar nove para adultos, porque quem dorme mais que isso acaba ficando, na verdade, menos descansado", explica o especialista.

A importância do sono, também se estende ao aprendizado. "A fase REM, quando acontecem os sonhos, tudo que aprendemos durante o dia é processado e armazenado. Quando dormimos menos que o necessário, a memória de curto prazo não é processada e não conseguimos transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido", explica o neurologista.

Não se sature de gordura

Viver com gordura pode ser ruim, mas viver sem ela é péssimo para seu paladar e inviável para seu organismo. As gorduras servem de base para a formação de diversos hormônios, inclusive os hormônios sexuais. Entretanto, as gorduras saturadas são as mais nocivas para a saúde do organismo. Para identificá-las, basta lembrar da banha de porco que sua avó tinha guardada na cozinha ou a capa da picanha que causa arrepios no seu cardiologista. As gorduras saturadas contêm o número máximo possível de átomos de hidrogênio (daí o termo saturadas), e ingeri-las em excesso é um passaporte garantido para um infarto no miocárdio.

Derrames e alguns tipos de câncer, como o de próstata e o de mama, também têm a origem associada aos excessos dessas gorduras no organismo - sem contar que a gordura saturada é inimiga número um do emagrecimento. Para prevenir tudo isso, restrinja o consumo diário desse nutriente a, no máximo, 7% das calorias totais da sua dieta.



Fazer mais sexo

Aqui cabe uma ressalva: priorize a qualidade, em vez da quantidade. O sexo, quando em uma frequência que atrapalha a rotina da pessoa, pode ser um sintoma da compulsão por sexo. Mas, nos dias atuais, o que vem acontecendo com muita gente é deixar o sexo de lado, por conta da falta de tempo e do estresse do dia a dia, que detonam a libido. Segundo o ginecologista Neucenir Gallani, o sexo é importante para a saúde física e emocional, pois o orgasmo libera substâncias como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. "Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor", afirma.

Estabelecer uma quantidade normal de desejo sexual não é algo satisfatório, pois cada um lida com a própria libido de forma diferente - e ao longo da vida ela costuma oscilar e até se modificar por completo. "No entanto, quando há insatisfação pessoal, há algo de errado provavelmente", de acordo com o sexólogo Paulo Bonança.

Sorrir mais

Manter uma fisionomia pacífica é essencial para a boa convivência, afinal a expressão "cara de poucos amigos" não surgiu à toa: quem vive de cara feia, afasta todos ao redor.

E sorrir vale até para ajudar a manter aquela linda história de amor. Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, identificou que pessoas que sorriem de forma sincera e verdadeira têm mais chances de manter o casamento. Isso porque a sinceridade do sorriso revela a atitude da pessoa diante da vida. "Sabemos também que a falta de senso de humor, ou uma vida acompanhada de impaciência, raiva e atitudes hostis, estão associados a um maior risco de desenvolver pressão alta, piorar o controle dos níveis de glicose e ainda aumentar o risco de doença isquêmica do coração e de morte", de acordo com o neurologista de Unifesp Ricardo Teixeira.

Fonte: www.bancodesaude.com.br

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pia, banheira e escova de dentes têm o maior nº de bactérias na casa

Já pensou na quantidade de bactérias escondidas na banheira, no teclado do computador, na pia da cozinha ou na escova de dentes? Segundo a infectologista Eileen Abruzzo, do Long Island College Hospital, em Nova York, estes são os locais e objetos mais sujos da casa. Os restos de comida - que costumam ficar principalmente na pia e na escova de dentes - aumentam a proliferação do E.coli e da salmonella, duas bactérias que causam dor de cabeça, vômito e diarreia.

- As pessoas automaticamente assumem que algo está limpo porque foi enxaguado, mas isto não é verdade - disse a médica ao site WebMD. Leia a seguir as dicas da médica para deixar a sua casa realmente limpa.

Pia da cozinha e máquina de lavar louça - Os restos de comida podem ser perigosos, principalmente se você tem o hábito de deixar os pratos sujos empilhados por dias a fio. Para limpar bem a pia ou a máquina de lavar pratos, deixa-as de molho com uma mistura de água sanitária e água pelo menos uma vez ao dia e depois enxague bem. Lembre-se de lavar também a tampa ou a rede do ralo.

Escova de dentes - O perigo das escovas é que elas costumam ficar no banheiro úmido, ambiente ótimo para a proliferação de germes e bactérias. Se ficarem em cima da pia então, podem ser contaminadas pelas gotas de água que se espalham no ar com a descarga. Um estudo feito no Arizona, EUA, mostrou que essas partículas minúsculas de água podem ficar no banheiro por até duas horas após a descarga. Para manter a escova de dentes limpa, deixe-a bem longe do vaso sanitário, de preferência em um local arejado. Abaixe a tampa sempre que der a descarga e jogue a escova fora depois de ficar doente ou após dois meses de uso.

Saleiro - Um estudo feito pela Universidade de Vírginia, em 2008, revelou que pelo menos 41% dos saleiros, moedores de pimenta e galheteiros dos lares americanos estavam contaminados com o vírus da gripe. Para evitar possíveis contaminações, lembre-se de limpá-los junto com a louça e sempre lave as mãos antes e depois das refeições.

Controle remoto -Ele cai no chão, fica largado no sofá, passa pelas mãos de várias pessoas da casa e volta e meia está na boca do cachorro. Por isso, durante a faxina, não esqueça de limpar os controles também. Abruzzo ensina que basta passar um desinfetante ou um pouco de álcool em gel.

Teclado do computador - O acessório acaba recebendo restos de comidas, espirros e poeira. Também são poucas as pessoas que lembram de lavar as mãos antes de sentar para trabalhar. Uma pesquisa feita na Inglaterra mostrou que a maioria dos teclados das empresas do país contém resíduos das bactérias E.coli e estafilococos. Alguns tinham até mais bactérias do que o vaso sanitário. Para manter o teclado sempre limpo, use um pequeno aspirador ou um spray de ar comprimido. Depois, higienize toda a área de trabalho, incluindo o mouse, com álcool.

Banheira - Quase um terço das banheiras americanas tem estafilococos, mostra um estudo feito pela Universidade de Texas A&M. Algumas tinham resíduos fecais e 81% das banheiras analisadas tinham fungos. O perigo maior é nas banheiras com funções de hidromassagem, que acabam acumulando mais sujeira nos canos que emitem os jatos de água. Para limpar bem a área, desinfete toda a banheira com água sanitária ou uma mistura de água com cloro. Depois, enxague bem e, se possível, seque tudo com um pano.

Fonte: http://oglobo.globo.com/vivermelhor

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Tudo sobre memória:

Causas, doenças, esquecimentos normais e como melhorar seu desempenho.
•Esquecimentos normais

•Como melhorar a memória

•Quando procurar um médico
As pessoas dizem que a perda de memória é a segunda coisa que acontece quando você envelhece. Então qual é a primeira? Hum, esqueci! Na verdade quando você terminar a leitura desta matéria, somente se recordará de uma fração dela. Mas não se preocupe você não está sozinho.

Especialistas afirmam que uma leve perda de memória é perfeitamente normal, especialmente com o envelhecimento. É isto mesmo! Se você esquece algumas coisas às vezes, você não necessariamente está desenvolvendo doença de Alzheimer.

Muitas pessoas esquecem onde deixaram as chaves, perdem algum compromisso ou não se lembram do nome de uma pessoa que acabou de conhecer. Estes esquecimentos são na maioria das vezes benignos.

Memória é a habilidade de recordar fatos ou eventos de nossas vidas, e acontece em 03 estágios:

•Estágio 1: Codificação. Acontece quando a informação é recebida.
•Estágio 2: Consolidação. Quando a informação é recebida, em seguida é processada e armazenada em certas áreas do cérebro.
•Estágio 3: Recuperação. Quando a informação armazenada é acessada e recuperada.
Esquecimentos normais
A perda de memória é um processo natural do envelhecimento. Mas problemas de memória podem ocorrer mesmo antes dos 50 anos. Muitas pessoas na casa dos 20 e 30 anos têm esquecimentos de nomes, objetos e compromissos.

O maior inimigo da memória é o tempo. De fato, assim que uma informação é recebida, a memória começa a deteriorar-se. Algumas coisas começam a desaparecer de imediato, outras desaparecem com menor rapidez, sendo que existem diversas velocidades de esquecimento, dependendo da natureza da informação, da importância para você, do seu nível de estresse e de vários outros fatores combinados.

É comum que algumas memórias sejam mais vívidas e detalhadas do que outras, mas estudos mostram que uma pessoa não se lembra dos eventos exatamente como aconteceram. Isto é devido a um fenômeno conhecido como distorção de memória: com o passar do tempo a habilidade de recuperar detalhes sobre um evento tende a diminuir. No entanto dependendo da importância pessoal do evento, pode existir uma interferência imaginária na memória, ou seja, o cérebro pode criar ou complementar algumas partes, mantendo o registro vivo, porém distorcido e cada vez mais pessoal dentro de nós.

Esquecimentos considerados normais:

•Esquecer partes de um evento ou experiência;
•Esquecer onde estacionou o carro;
•Esquecer eventos de um passado distante;
•Esquecer o nome de uma pessoal, mas lembrar depois.
•Esquecer compromissos ou objetos, mas lembrar depois.
Como melhorar a memória
Se você tem problemas de concentração ou dificuldades de fixação, realmente sua memória não será das melhores. Alguns problemas, tais como a depressão e o déficit de atenção precisam ser tratados corretamente para que a memória melhore.

O estresse também afeta a maneira como o cérebro processa a informação, então não é surpreendente que pessoas estressadas tenham problemas de memória. Portanto gerenciar o estresse contribui para uma memória mais eficiente.

A falta de uso é um dos maiores fatores de memória ruim. Todos os especialistas concordam que a melhora maneira de manter o cérebro em forma é usando.

Permanecer intelectual e socialmente ativo é provavelmente a coisa mais importante que você pode fazer para aumentar suas habilidades cognitivas e de memória. Desafiar-se a aprender novas coisas, ler novos livros, descobrir novos hobbies e esportes é essencial para manter o cérebro forte e saudável.

Alguns truques para melhorar a memória, incluem:

•Foque sua atenção. Se você está interessado em um assunto ou evento, concentre-se nele, evite fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo ou ficar pensando em outras coisas a serem resolvidas. Dedique aquele momento somente ao seu foco.
•Reduza o estresse. Aprenda técnicas de relaxamento, organize melhor seu tempo e assim passe a gerenciar melhor o seu estresse.
•Durma bem. Cuide do seu sono, dormindo as horas necessárias para repousar corpo e mente. Evite atividades exaustivas e estimulantes; café e ambientes barulhentos ou muito iluminados quando estiver próximo do horário de dormir.
•Organize-se. Use calendários, agendas, anotações e celulares para organizar atividades, compromissos e idéias. Esta é uma maneira de esvaziar a mente de detalhes que não são importantes, liberando espaço para criatividade e aprendizado.
•Experimente técnicas de memorização. Para lembrar o nome de alguém, repita-o várias vezes após ter sido apresentado a pessoa. Estes e muitos outros truques podem ajudar.
Quando procurar um médico
Se você acha que seus lapsos e esquecimentos não estão normais ou estão afetando o funcionamento normal de sua vida é importante fazer uma avaliação médica.

Algumas causas têm tratamento efetivo, tornando a perda de memória reversível, aqui estão algumas das causas mais comuns:

•Ansiedade ou estresse;
•Transtorno de déficit de atenção (TDAH);
•Depressão;
•Doenças endócrinas, como o hipotireoidismo e o diabetes;
•Alcoolismo;
•Deficiência de vitamina B12;
•Infecções;
•Medicamentos;
•Drogas;
No entanto algumas doenças provocam perdas progressivas de memória e não são reversíveis com o tratamento atual. Dentre estas, a mais comum é doença de Alzheimer, uma condição progressiva que atinge as áreas do cérebro responsáveis pela memória, julgamento, inteligência, linguagem e comportamento.

Alguns tipos esquecimentos têm maior chance de serem devido à doença de Alzheimer e por isto merecem avaliação médica:

•Esquecer uma experiência ou evento por inteiro;
•Esquecer como dirigir um carro ou como ler as horas em um relógio de ponteiros;
•Esquecer eventos recentes;
•Não se recordar de pessoas da família;
•Apresentar confusão mental ou diminuição do estado de alerta;
•Os sintomas tornam-se mais freqüentes e mais severos.
Geralmente um problema de memória é grave, quando amigos e familiares notam o problema, mas não a pessoa afetada.


FONTE: http://www.bancodesaude.com.br

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Aftas

Aftas são as lesões mais freqüentes encontradas na boca.

Aftas são caracterizadas por úlceras (feridas) arredondadas de coloração branco-amarelada e contorno avermelhado. São geralmente dolorosas, principalmente em contato com alimentos.

Muitas lesões da mucosa bucal podem ser confundidas com aftas, mas este termo refere-se ao diagnóstico de úlcera aftosa recorrente ou estomatite aftosa recorrente.

Aftas podem surgir em qualquer parte da mucosa oral, incluindo gengivas, palato, amígdalas, parte ventral da língua e interior da bochechas.

Aftas duram tipicamente de 7 a 10 dias, resolvendo-se espontaneamente, na maioria dos casos.

Causas da afta
Não existem causas específicas para o desenvolvimento de aftas, mas alguns fatores de risco são apontados:

•Predisposição genética;
•Deficiência de ferro, ácido fólico, vitamina B6 e B12 podem estar associadas;
•Sistema imunológico desregulado;
•Estresse emocional é freqüentemente apontado como desencadeante;
•Trauma local (machucar) pode iniciar uma afta;
•Síndrome de Becet (doença auto-imune);
•Doença celíaca (doença inflamatória do intestino ligada ao glúten);
•Alguns alimentos desencadeiam aftas em alguns indivíduos, e não em outros.

fONTE: bancodesaude.com.br

sábado, 25 de setembro de 2010

Primavera! Flores! Polén! E conjuntivite

No dia 22 de setembro começou a primavera, estação das flores. Mas, cuidado!



Além da baixa umidade do ar, da poeira que se espalha pela cidade e do vento, o pólen das flores que começa a buscar meio de reprodução é mais um fator para lembrar que os olhos estão super expostos aos processos da natureza neste período e reclamam. O alerta é do oftalmologista Victor Saques Neto.
É preciso adequar os hábitos nesse período, segundo Saques, para conviver em harmonia com o pólen, fundamental para o reflorescimento. Especialmente as crianças, mostram-se um alvo muito evidente da ceratoconjuntivite primaveril, frequente em Cidades durante o verão e a primavera, quando o tempo está quente e seco. É crônica e invariavelmente presente nos dois olhos, esclarece.
Alguns desconfortos característicos deste período levam pacientes ao médico e é importante, conforme o oftalmologista, “alertar que a auto-medicação é a pior escolha para resolver os impactos deste momento nos olhos”. Alguns dos diagnósticos mais freqüentes neste período são a Síndrome do Olho Seco e as conjuntivites alérgicas. Os tratamentos de cada um são específicos e se não feitos adequadamente, podem transformar o desconforto em problema, diz. Ardência, vermelhidão e sensação de corpo estranho são as principais características da Síndrome do Olho Seco.
Já a conjuntivite alérgica provoca principalmente prurido ocular (coceira) e pode estar associada a alergias sistêmicas, normalmente respiratórias (ácaros, fungos e mofo) ou alimentares e medicamentosas. “Essas não são contagiosas e não impedem o convívio social do portador”, assinala o oftalmologista. As conjuntivites infecciosas, que se manifestam por outras razões, é que são contagiosas. Estima-se que 20% da populaçao mundial apresenta algum tipo de conjutivite alergica que se manifesta em qualquer idade. Alerta Victor Saques.
As conjuntivites alérgicas
Elas se manifestam de formas diferentes. “Podem ser perenes e sazonais, com a diferença que a perene é mais suportável e, apesar de evidente e visível, é menos severa”, comenta. Ele destaca que a ceratoconjuntivite atópica, por exemplo, é a alergia que provoca coceira dentro dos olhos. Aparece, normalmente, em indivíduos que já são alérgicos por natureza. É crônica e seu portador está sempresuscetível a enfrentá-la, porque os episódios de crise se manifestam e depois melhoram, deixando o paciente livre dela por um período.
Outro tipo de conjuntivite alérgica é a papilar gigante. Quase sempre relacionada ao uso de lentes de contato, se torna mais aguda se não for descontinuado o trauma causado pelo roçar da lente na pálpebra.
O diagnóstico das conjuntivites alérgicas é clínico, e o tratamento, no momento em que a causa é identificada, baseia-se em aplicação de colírios antialérgicos específicos, lágrimas artificiais, compressas geladas e medidas de higiene dos olhos e dos ambientes de convivência do paciente para livrá-los dos ácaros, pólen e poeira, diz o oftalmologista.
Para tratar pacientes que tem o diagnóstico de Síndrome do Olho Seco, a utilização de lágrimas artificiais, com orientação médica, aplicação de colírios e fechamento do ponto lacrimal, bem como a prescrição de óleo de linhaça, estão entre as alternativas de acordo com a intensidade de cada caso.

Fonte: http://www.dzai.com.br/sadio/blog/saudeparatodos

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

" TOME A PILULA"

Mensagens de texto não ajudam mulheres a lembrar de tomar a pílula

Descoberta vem como surpresa para pesquisadores, que veem benefícios de torpedos para tudoUma mensagem de texto de telefone celular - e o sinal sonoro que marca sua chegada - pode não ajudar as mulheres a lembrar de tomar a pílula anticoncepcional, sugere um novo estudo. A descoberta vem como uma surpresa para alguns pesquisadores, que têm visto benefícios dos torpedos para tudo, desde lembrar crianças a inalar medicamento contra asma até avisar banhistas a passar protetor solar.
"Ficamos surpresos com o poder que um lembrete pode alcançar, e isso é algo tão simples", disse o diretor do Centro de Saúde Integrada em Boston, Joseph Kvedar, que não esteve envolvido na pesquisa.
Desde que a perda do controle da pílula se tornou responsável por uma em cada cinco das 3,5 milhões de gestações não desejadas nos Estados Unidos, o Dr. Melody Hou, do Boston Medical Center, e sua equipe demonstraram interesse em avaliar se as mensagens de texto por celular poderiam ajudar a diminuir esse esquecimento potencialmente caro.
Os pesquisadores escolheram, aleatoriamente, 82 novas usuárias de contraceptivos orais, com idade média de 22 anos. Um grupo recebeu um lembrete diário via mensagem de texto e o outro não recebeu nada, mas foi orientado a usar alguns truques para não se esquecer de tomar a pílula.
Durante o estudo de três meses, ambos os grupos perderam uma média mensal de 5 comprimidos, segundo foi registrado em um dispositivo de monitoramento eletrônico nas embalagens dos comprimidos. Felizmente, nenhuma das mulheres engravidou, segundo relataram os pesquisadores na revista Obstetrics and Gynecology.
Em ambos os grupos, a taxa de pílulas esquecidas foi quase o dobro da média estimada pela pesquisa anterior, observa a equipe do Dr. Hou, sugerindo que a adesão da população em geral ao anticoncepcional possa estar superestimada.
Por que não foi observada diferença entre os grupos, especialmente quando as mulheres que receberam os SMS sentiram que eles foram úteis. Os pesquisadores sugerem que os sistemas alternativos de lembrete, usados por 68% das participantes que não receberam as mensagens de texto, podem ter desempenhado um papel importante.
"O grupo de controle foi motivado e encorajado a encontrar outras maneiras de lembrar da pílula", disse Kvedar, que liderou o estudo sobre protetor solar e observou como essa intervenção, juntamente com outras - como a de medicamentos para hipertensão -, pode não levar a um incentivo tão óbvio.
A atenção e o entusiasmo iniciais que vêm como parte do estudo, segundo Kvedar, podem ter diminuído ao longo do tempo, conforme foi evidenciado pela redução do uso da pílula.
Embora essa tendência tenha ficado evidente em ambos os grupos, as mulheres que não receberam mensagens de texto esqueceram significativamente mais a pílula como o passar do tempo. Isso pode apontar para algum benefício dos torpedos apesar de tudo, apontou o pesquisador.
"Sabemos por experiência própria que, se as pessoas estão motivadas e não conseguem se lembrar, então esse é um ótimo aplicativo," afirmou. Para melhorar a eficácia dos lembretes para uso do contraceptivo oral, Kvedar recomenda personalizar o conteúdo das mensagens de 160 caracteres para cada mulher.
O Dr. Santosh Krishna, da Universidade de Saúde Pública Saint Louis, que também não participou do novo estudo, acrescentou que melhores estratégias de comunicação, questões de privacidade e barreiras idiomáticas devem ser consideradas ao empregar mensagens de texto como uma ferramenta de saúde.
Ele sugere também que as pessoas também usem seus telefones celulares para definir lembretes a si mesmas, como "Não se esqueça de fazer exercícios", ou alarmes quando forem comer fora, para fazer escolhas mais saudáveis.
"Estamos transportando as pessoas para novos níveis de comportamento de saúde", disse Kvedar, "o que é perfeitamente alcançável com essa tecnologia, pois é bastante acessível e de baixo custo".

Fonte: Estadão.com

domingo, 29 de agosto de 2010

Cientistas identificam 8 sintomas para prever risco de câncer

Segundo a publicação, sintomas ajudariam a prever a presença de um tumor de forma certeira


LONDRES - Cientistas britânicos identificaram oito dos sintomas mais comumente relacionados com o câncer, como presença de sangue na urina e anemia, segundo publica nesta sexta-feira, 27, a revista "British Journal of General Practice".
Segundo a publicação, em certos grupos de idade estes sintomas ajudariam a prever a presença de um tumor de forma tão certeira que, se não houver outra explicação mais plausível, o paciente deveria ser avaliado por um especialista.
Sangue no reto, nódulos nas mamas, tosse acompanhada de sangue, dificuldade ao engolir, sangramento vaginal depois da menopausa e resultados anômalos nas revisões de próstata completam a lista de sintomas a serem levados em conta.
Os pesquisadores buscavam sintomas que fossem indicativos de ter um câncer em pelo menos um em cada 20 casos.
Embora a presença de sintomas ainda represente uma possibilidade muito reduzida de ter um tumor, qualquer deles é motivo suficiente para que o paciente seja avaliado por um especialista e submetido a mais testes para que seja diagnosticado o mais rápido possível.
Para elaborar esta lista os cientistas cruzaram os resultados de 25 estudos anteriores que lhes permitiram concluir que no caso das pessoas menores de 55 anos só dois destes sintomas - resultados anômalos nas revisões de próstata e nódulos no peito - indicavam um risco de 5% de ter câncer.
Depois dos 55, embora apenas no caso dos homens, a dificuldade para tragar seria significativa de um câncer de esôfago, enquanto a presença de sangue na urina se transforma em um sintoma de especial preocupação entre homens e mulheres a partir dos 60 anos.
Mark Shapley, especialista que liderou a pesquisa, recomenda "mais investigação para desenvolver um tipo de programas de informática que alertem os médicos de família que eles têm que enviar o paciente para um especialista quando estes sintomas surgem em certos grupos de risco".
Um porta-voz da "Cancer Research UK", a organização que se encarrega das pesquisas sobre câncer no Reino Unido, advertiu que estes sintomas não são os únicos que indicariam um possível câncer.
"Os sintomas que aqui se destacam já eram considerados sinais potenciais de um tumor, mas existem pelo menos 200 tipos de câncer diferentes, por isso que a sintomatologia é muito ampla", explicou.
O porta-voz aconselhou procurar um especialista "perante qualquer mudança no corpo fora do comum e persistente", já que o tratamento do câncer tem maior probabilidade de sucesso quanto mais cedo for diagnosticado.

Fonte: Estadão.com.br

Há Algo Que Você Sabe Mas Não Sabe Que Sabe: Mude o foco

Há Algo Que Você Sabe Mas Não Sabe Que Sabe: Mude o foco: " Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE ..."

sábado, 28 de agosto de 2010

CIGARRO AINDA É PRIMEIRA CAUSA DE MORTE EVITÁVEL NO PLANETA


Cerca de 17,5% da população brasileira com mais de 15 anos é fumante; Dia Nacional de Combate ao Fumo, que será comemorado no domingo, serve como alerta

O cigarro já perdeu o status de glamour e poder que exalava, há algumas décadas, mas segue como um problema real para a saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo ainda ocupa o topo da lista de causas de mortes evitáveis no planeta. Neste domingo, dia 29 de agosto, quando é comemorado mais um Dia Nacional de Combate ao Fumo, a data serve de alerta para uma situação ainda bastante preocupante no País.
A OMS estima que um terço da população mundial adulta seja fumante, o que significa cerca de 1,2 bilhão de pessoas. As mortes devido ao uso de tabaco correspondem a 4,9 milhões ao ano, ou seja, 10 mil mortes ao dia.
Professora de Enfermagem em Saúde Pública do Complexo Educacional FMU, Valéria Leonello relata que pesquisas recentes indicam que o percentual de fumantes vem caindo no Brasil. No entanto, a situação não deixou de ser alarmante. “Embora alguns países tenham um índice maior de tabagismo quando comparados ao Brasil, termos cerca de 15% da população brasileira usuária de produtos derivados do tabaco é, no mínimo, preocupante”, afirma.
Segundo a professora do curso de Enfermagem da FMU e mestre em Saúde Pública, um estudo do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostra que 17,5% da população brasileira com mais de 15 anos usa produtos derivados do cigarro. “Isso representa um contingente de 25 milhões de pessoas”, frisa.
Para Valéria, a Lei Antifumo do Estado de São Paulo, em vigor há um ano, já apresenta resultados positivos. Ela comenta que foi constatada uma redução de até 73,5% nos níveis de monóxido de carbono em bares, restaurantes e casas noturnas, de acordo com um estudo do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas em cerca de 700 estabelecimentos.
“Os freqüentadores e funcionários desses estabelecimentos foram alguns dos grandes beneficiados pela lei. Os estudos estão começando a ser desenvolvidos, afinal, temos só um ano de aplicação da lei, mas vários meios de comunicação vêm fazendo enquetes com a população, que já considera a lei um suporte ou apoio para quem deixou ou quer deixar o hábito de fumar”, avalia a professora da FMU.
Aproveitando o Dia Nacional de Combate ao Fumo, Valéria aponta que deixar o vício do cigarro é uma decisão que, na maior parte dos casos, deve ser acompanhada com a procura por ajuda profissional e apoio de pessoas próximas. “Parar de fumar sem ajuda pode até ser possível, mas com ajuda e apoio é bem mais efetivo. Em geral, as pessoas que fumam têm muita dificuldade em deixar o vício”, diz.
Segundo a professora, apenas a informação não muda o comportamento das pessoas. “A decisão de parar de fumar tem que vir associada a uma série de outros elementos, como apoio psicossocial, acompanhamento médico, trabalhos grupais, etc. Esses recursos somados à informação fortalecem a capacidade do indivíduo em mudar esse hábito”, finaliza.

Fonte: SNIFBrasil

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Academia Brasileira de Rinologia lança campanha para estimular respiração saudável

Nesta sexta-feira, 30, a Academia Brasileira de Rinologia lança uma campanha para estimular a respiração saudável. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 70% da população respira de forma errada, prejudicando os pulmões e órgãos adjacentes.
A segunda edição da campanha "Respire pelo Nariz e Viva Melhor" pretende alertar e orientar a população sobre as vantagens de respirar pelo nariz e dos perigos que a falta desse hábito pode causar à saúde.
A ação quer esclarecer as principais dúvidas sobre os cuidados com a respiração nasal, além de dar dicas de prevenção à gripe, diferenças entre resfriados, rinites e sinusites; ronco e apneia do sono; obesidade e respiração; alterações do olfato e doenças que causam a obstrução nasal.
Por isso, conhecer melhor doenças como a asma, entender as causas e fazer uso de medicamentos controlados, que evitem crises, ajudam muito a diminuir a incidência do problema no inverno.
A queda da temperatura e os dias mais secos contribuem para o aumento das crises de asma, por exemplo, principalmente entre as crianças. Porém, outro agravante para a incidência da doença nesta época do ano é o descaso em relação à prevenção, que exige um conhecimento das causas por parte dos pacientes e a continuidade do tratamento durante o ano todo.
Por se tratar de uma enfermidade de tratamento fácil, na maioria das vezes, as preocupações do asmático com sua saúde só ganham importância quando a falta de ar já está instalada. Especialistas reforçam que a crise é apenas o auge do problema, a ponta do iceberg. O paciente tem a doença 100% do tempo, o que torna o tratamento continuado de extrema importância para o controle e uma melhor qualidade de vida do indivíduo.
O pneumologista pediátrico Bernardo Kiertsman, professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, explica que as doenças respiratórias são frequentes durante todo o ano, mas mais incidentes no outono e inverno. "Nesta época, é comum usarmos roupas mais pesadas e que, na maioria das vezes, estão guardadas há muito tempo.
O acúmulo de pessoas em ambientes fechados e mal ventilados se torna mais frequente e contribui para que os asmáticos fiquem mais suscetíveis às crises", destaca o médico, reforçando que o controle ambiental adequado, principalmente dentro de casa, é uma das melhores formas de prevenção.
O ar frio, irritante para a mucosa respiratória e possível causador do fechamento dos brônquios, associado ao maior tempo dentro de ambientes fechados por causa do frio, a presença de poeira, ácaros e outras substâncias alergênicas, e a maior ocorrência de resfriados e gripes acabam formando um cenário ideal para a piora dos sintomas e a ocorrência das crises de asma. A chegada das frentes frias, comum nesta época, também propicia o acúmulo de poluentes sobre as cidades e costuma prejudicar ainda mais os pacientes.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), atualmente há 18 milhões de asmáticos no Brasil, ou seja, 10% da população brasileira. O Datasus/Ministério da Saúde de 2009 indica que a doença teve um índice de mortalidade de 3.111 casos e é a terceira causa de hospitalizações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - excluindo a gravidez -, sendo responsável por 275 mil internações por ano. Em 2009, os cofres públicos registraram gastos de R$ 87 milhões com a doença. O Brasil é o 8º país em incidência de casos de asma no mundo, segundo a revista Lancet (1998).


Tratamento e controle


O tratamento da asma tem três pilares: ação educativa do paciente e familiares para controle da doença, higiene do ambiente e tratamento farmacológico de manutenção e da crise. Entre os medicamentos mais indicados, estão os broncodilatadores de ação imediata. Recomendados para o tratamento da crise aguda, podem ser utilizados via inalatória sob a forma de spray ou nebulização. Em casos mais severos, é necessária a utilização de anti-inflamatórios por via oral ou endovenosa, por um curto período.
Há medidas domiciliares que podem auxiliar a pessoa que tem asma a evitar as crises ao longo do ano. "É possível ter uma boa resposta com procedimentos domésticos, como usar umidificadores de ar, fazer a manutenção correta do ar condicionado, limpar a casa com pano úmido, não levantar poeira com espanador ou vassoura, evitar odores fortes, animais de sangue quente, plantas e, principalmente, contato com fumaça de cigarro", recomenda Kiertsman.

Sobre a asma

A asma é uma doença inflamatória crônica, sem cura e caracterizada pelo estreitamento generalizado dos brônquios, cuja intensidade varia de pessoa para pessoa. Ela pode ser desencadeada por fatores alérgicos, irritantes, infecções por vírus e problemas emocionais, entre outros. É mais comum em crianças e adolescentes, mas também incide entre adultos.
A asma não tem cura. É uma doença que, se tratada de forma adequada, proporciona qualidade de vida ao seu portador. O indivíduo asmático é submetido a um tratamento contínuo para manter a doença sob controle. "A finalidade do tratamento preventivo é diminuir o número de crises, aumentar o espaço entre elas e que, caso ocorram, sejam facilmente reversíveis, sem a necessidade de procurar um pronto-atendimento. Esse controle deve ocorrer com o menor número de medicamentos e na menor dose", explica o especialista. E completa: "O desafio é conseguir que o asmático possa ter uma qualidade de vida normal ou muito próxima da normalidade".

Fonte: Estadão.com

sábado, 31 de julho de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uso consciente de medicamentos – Um excelente remédio para o seu bolso!

Quantas vezes você estava com uma leve dor de cabeça e alguém aconselhou um analgésico? O Brasil é um dos países que mais gasta com medicamento. Para se ter ideia da proporção imagine que 1,9% do PIB – Produto Interno Bruto referente ao ano de 2007 foi gasto com medicamentos.
Ouvimos a farmacêutica Mariana Fazio, diretora técnica do Remédio Certo para entender as possíveis soluções, acompanhe.

1) Por que o brasileiro consome tanto remédio?
O consumo de medicamentos no Brasil cresce a cada ano. Apesar das precárias condições da saúde brasileira, somos o 5º País no mundo no consumo de remédios e o primeiro entre os países da América Latina.

A automedicação é um hábito entre os brasileiros, considerada uma questão cultural, inclusive pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e atinge todas as classes sociais.

Descrito como “o País que a população adora se medicar”, uma pessoa mesmo se considerando saudável faz uso de pelo menos um medicamento por conta própria, por indicação de um parente ou amigo e até porque restou do tratamento anterior.

Além da questão cultural, o fácil acesso aos medicamentos e a busca pela “cura dos sintomas” faz com que o remédio se torne uma mercadoria comum, aumentando seu consumo entre a população, tornando seu uso indiscriminado.


2) Qual o papel das farmácias privadas diante de tal cenário?
As farmácias têm grande responsabilidade diante do resultado destes números. São estabelecimentos de venda destes produtos e, portanto, detêm o controle sobre o seu consumo. É importante resgatar a farmácia como estabelecimento de saúde para a melhora do cenário atual da automedicação, aonde o farmacêutico irá prestar assistência básica ao usuário de medicamento, orientando e conscientizando sobre riscos e uso abusivo, sem a devida orientação médica.

3) Como surgiu o projeto Remédio Certo e de que maneira ele contribui para a mudança do cenário atual?
O projeto Remédio Certo surgiu após a constatação de que mais de 50% dos medicamentos prescritos são dispensados e/ou utilizados de forma incorreta, dado confirmado pela OMS. O principal objetivo do projeto é promover, através de campanhas customizadas, o uso racional de medicamentos. Conscientizando os usuários e profissionais da área da saúde sobre sua importância e os riscos do uso indiscriminado de remédios.

Atualmente, programas efetivos de educação em saúde são citados como meios para erradicação da automedicação, inclusive por órgãos governamentais, inserido neste contexto o Remédio Certo, que tem como proposta trazer ao mercado campanhas educativas. Também é objetivo do Remédio Certo ser uma ferramenta para contribuir para a mudança do cenário atual de consumo de medicamentos.

Fonte: Banco de Saúde

5 causas surpreendentes para você estar ganhando peso

.As calorias a mais podem não ser a única causa para o ganho de peso ou para a dificuldade em perder.
Não é nenhuma surpresa que uma dieta cheia de frituras, porções gigantes, sobremesas avantajadas, álcool e bebidas com açúcar acarretam ganho de peso. Adicionalmente, praticamente não restam dúvidas sobre a origem dos quilos extras quando uma pessoa ingere mais calorias do que queima em atividades físicas cotidianas.

Mas como explicar o ganho ou a dificuldade em perder peso quando o seu estilo de vida inclui atividades físicas regulares e uma dieta saudável e balanceada? Engordar pode ser enlouquecedor, especialmente quando você não faz a menor de onde os quilos extras estão vindo.

Existem várias razões que devem ser examinadas quando você está ganho peso apesar de uma dieta balanceada e de praticar atividades físicas regularmente. E, muitas vezes, trata-se de conjunto de fatores atuando em conjunção para impedir que você mantenha o peso ideal.

Aqui estão 05 fatores que podem influir diretamente balança:

1. Você pode estar ganhando peso devido à falta de sono.
É lógico pensar que o corpo funciona melhor quando está bem descansado. Quando você não tem uma noite de sono reparadora, o organismo reage apresentando estresse fisiológico, liberando hormônios como o cortisol, responsável pelo acúmulo de gordura.

Quando você está cansado, torna-se ainda mais difícil lidar com o estresse do dia a dia, e é muito comum utilizar a comida como mecanismo de compensação em relação à ansiedade.

Além do mais, durante noites de insônia, algumas pessoas fazem pequenos lanches, buscando uma maneira de chamar o sono de volta, mas na verdade estão somente adicionando calorias à dieta.

Sintomas que podem indicar que sua noite de sono não está reparadora incluem fadiga, cansaço, cochilos durante o dia e irritabilidade.

A média de uma noite de sono ideal é de 08 horas.

Para se ter uma noite de sono repousante é essencial praticar atividades físicas, de preferência distante do horário de dormir, evitar cafeína e atividades agitadas a noite.

Veja: 07 dicas para dormir melhor.

2. Você pode estar ganhando peso devido ao estresse
A sociedade moderna exige sempre mais realizações, obrigações e consumo. O estresse é uma força de reação, que impulsiona o indivíduo a se adaptar as demandas da vida, mas também afeta o organismo em seu físico e emocional.

O estresse é uma resposta do tipo “lutar ou fugir”. Quando você encontra-se em uma situação de muita responsabilidade, ou mesmo lidando com pressões financeiras, o organismo dispara processos bioquímicos que coloca o corpo em “modo de sobrevivência”. Neste modo, o organismo estoca energia e reduz o metabolismo, como se estivesse se preparando para o pior. Uma das conseqüências do estoque de energia é o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal.

Muitas pessoas procuram o alívio para o estresse na comida. Mas, é claro, o alívio é momentâneo, enquanto a gordura dura bem mais.

Adicionalmente, pesquisadores de nutrição mostraram que pessoas estressadas tendem a comer alimentos com alto nível glicêmico (doces e massas refinadas). Estes alimentos geram uma elevação do nível de serotonina no sistema nervoso, levando a um efeito calmante, porém passageiro.

Especialistas recomendam a conscientização por parte das pessoas em um momento de estresse, para que adotem estratégias para a resolução de seus problemas, ao invés de descontar na comida.

Adotar técnicas de relaxamento, assim como praticar exercícios são excelentes estratégias para combater dois adversários ao mesmo tempo: estresse e sedentarismo.

3. Você pode estar ganhando peso devido à medicações
Algumas medicações prescritas para tratar depressão, ansiedade, convulsão, epilepsia, enxaqueca, pressão, diabetes, dentre outras podem acarretar ganho de peso. Este ganho de peso pode variar chegar até 05 kg em um único mês.

Adicionalmente, alguns medicamentos esteroidais, como os corticóides usados para tratar doenças inflamatórias, alérgicas e auto-imunes causam aumento de peso. Assim como medicamentos anticoncepcionais.

Cada medicamento tem uma forma de diferente de atuação no metabolismo, podendo causar ganho de peso por aumentar o apetite, alterar a forma de armazenamento de gordura ou mesmo os níveis de insulina do organismo. No entanto, as medicações possuem efeitos diferentes em cada tipo de pessoa.

No caso de medicamentos antidepressivos, o ganho de peso pode estar relacionado à ação da droga na melhor do humor, da disposição e também do apetite. Alguns medicamentos antidepressivos, no entanto, estão associados a ganho de peso, enquanto outros auxiliam na perda de peso ou mesmo são neutros.

Alguns medicamentos acarretam retenção de líquidos, que pode levar ao aumento de peso e de medidas.

Apesar de tudo, é importante lembrar que um pequeno ganho de peso pode não ser significante quando comparado aos efeitos positivos da medicação na saúde geral da pessoa. Além disto, adotar uma alimentação ainda mais consciente e praticar um pouco mais de atividade física são estratégias que podem compensar e ajudar na perda de peso.

Se você suspeita que sua medicação esteja acarretando ganho de peso, converse com seu médico sobre a possibilidade de mudança de prescrição. Mas lembre-se de nunca interromper um tratamento sem o consentimento do seu médico.

4. Você pode estar ganhando peso devido a uma condição médica
A doença mais comum que causa ganho de peso é o hipotireoidismo. Uma deficiência do hormônio da tireóide que leva à diminuição do metabolismo e ganho de peso, mesmo com o apetite reduzido.

Os sintomas mais comuns do hipotireoidismo incluem cansaço, fadiga, letargia, inchaço, intolerância ao frio, voz rouca, sono aumentado, dores de cabeça e pele seca. Procure o médico para uma avaliação diagnóstica, em caso de dúvidas. Os exames para avaliar os hormônios da tireóide são simples e rápidos.

Uma condição mais rara é conhecida como Síndrome de Cushing, doença causada pelo excesso do hormônio cortisol.

Por fim, é importante salientar o papel de uma avaliação médica para descartar doenças e condições que podem estar dificultando a perda de peso ou mesmo acarretando o ganho.

5. Você pode estar ganhando peso devido à menopausa
Mulheres chegam à menopausa em uma faixa de idade variável, mas geralmente entre os 40 e 50 anos. Com o envelhecimento é natural que o metabolismo sofra uma redução, mas adicionalmente, é comum que as pessoas tornem-se menos ativas fisicamente quando comparadas aos anos de juventude.

Acompanhando a menopausa, estão mudanças hormonais que podem desencadear aumento no apetite, depressão e piora da qualidade do sono.

A chave para evitar o ganho de gordura é aumentar a porcentagem de massa magra, ou seja, estimular o desenvolvimento de músculos, que por sua vez aumentam o metabolismo e a queima de calorias.

A melhor estratégia para ganhar músculos e perder peso é praticar atividades físicas de resistência e carga, ou seja, levantamento de peso. É claro, que o tipo de atividade deve ser personalizado para os diferentes tipos de necessidades. Para isto procure uma academia que tenha profissionais de educação física capacitados.

Exercícios de resistência também auxiliam na redução da perda de massa óssea, comum em mulheres na menopausa.

Fonte: Banco da saude

sábado, 24 de julho de 2010

HIPERTENSÃO ARTERIAL ATINGE MAIS DE 60% DOS IDOSOS

Um mal que atinge boa parte da população e se não for tratado pode causar sérias complicações, a Hipertensão Arterial Sistêmica ou popularmente conhecida como pressão alta, representa um dos principais fatores de risco cardiovascular. A hipertensão arterial explica 40% das mortes por acidente vascular cerebral e 25% daquelas por infarto do miocárdio, conforme alerta o cardiologista Fernando Abrão Adura, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André.
A patologia também pode causar outras complicações como insuficiência renal, insuficiência cardíaca e perda da acuidade visual, além disso, a mortalidade por doenças cardiovasculares aumenta progressivamente com a elevação da pressão arterial, a partir de 115 x 75 mmHg.
Diversos fatores podem levar a doença, uma vez que a pressão arterial sobe linearmente com a idade atingindo mais de 60% das pessoas idosas. As principais causas são as dietas ricas em sal, sedentarismo e obesidade, além da genética individual. Outros fatores potencialmente reversíveis também podem levar à hipertensão, como o uso de anti-inflamatórios, anticoncepcionais, problemas de tireóide e abuso de álcool.
Segundo o especialista, a hipertensão pode não apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. “A avaliação periódica com o cardiologista é de extrema importância, independente da presença de sintomas. Atenção especial deve ser dada para os pacientes com fatores de risco para hipertensão arterial, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que desejam iniciar atividades físicas”, orienta o médico.
Algumas situações como dores e alterações emocionais (crises de ansiedade e pânico, por exemplo), elevam transitoriamente a pressão arterial e não devem ser consideradas para diagnóstico da doença. Também existem pessoas que a pressão arterial sobe pelo fato de estarem em ambiente médico, também conhecida como hipertensão do jaleco branco, muitas vezes está relacionada ao perfil de ansiedade do paciente e independe de sua vontade.
Para o diagnóstico e diferenciação entre hipertensão e hipertensão do jaleco branco é recomendado o exame de Monotorização Ambulatorial da Pressão Arterial (M.A.P.A), que permite registrar o valor da pressão arterial do paciente durante 24 horas e calcular a média.
Alguns outros exames podem ser necessários para o acompanhamento dos hipertensos, como eletrocardiograma, ecodopplercardiograma, teste ergométrico e holter 24 horas. O tratamento inclui mudanças de hábito como dieta e atividade física regular, além de medicações de uso contínuo. O acompanhamento regular com o cardiologista é fundamental para avaliar a eficácia do tratamento, além de prevenir e tratar as possíveis complicações.

Fonte: SNIFBrasil.com.br

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Alergia a medicamentos

A alergia a medicamentos é um efeito colateral que, apesar de ser considerada menos comum que outros efeitos colaterais, tem ocorrência estimada em 30% da população brasileira,independentemente de idade ou sexo.
Ela ocorre como um mecanismo imunológico de defesa, pela produção de anticorpos pelo organismo ou a proliferação de células especificas para reagir contra a substância. Não dependem da dose do medicamento, sendo normalmente especificas para determinadas substancias.
Em geral as alergias são imprevisíveis, podendo se manifestar de forma leve, como urticária, até quadros mais graves, como a anafilaxia, que se caracteriza pela diminuição da pressão arterial, taquicardia, distúrbios gerais da circulação sanguínea e até edema de glote.
Em outras situações pode provocar vômito, diarréia, dificuldade respiratória, entre outros. Por isso é importante que o médico e o paciente estejam sempre atentos a qualquer reação provocada após o inicio do uso do medicamento para a tomada das medidas necessárias.
Geralmente uma vez desenvolvida a alergia, a pessoa passa a ser alérgica por toda sua vida e, portanto, este remédio deve ser evitado permanentemente.
Apesar de todos os medicamentos serem capazes de promover um efeito colateral no organismo, sabe-se que os mais propensos a desencadear alergias são: anticoncepcionais, supositórios, analgésicos e antiinflamatórios (aspirina, paracetamol), antibióticos (penicilinas, tetraciclinas) e drogas para o tratamento da epilepsia (fenitoína, carbamazepina).
A categoria dos fitoterápicos, naturais à base de plantas, podem também desencadear reações alérgicas.
Em alguns casos, quando a alergia ocorre logo após a administração do medicamento, é fácil identificar qual a substância causadora da reação. No entanto, ela pode se manifestar até duas semanas após o inicio do tratamento, ou ate mesmo após sua suspensão. Pode ainda se manifestar lentamente, ao longo dos meses do tratamento, apresentando sinais de forma gradativa. O mesmo pode ocorrer após o uso prolongado do remédio, mesmo em pacientes já acostumados a utilizá-lo.
Para identificar a substancia que provocou a alergia, pode-se realizar alguns testes na pele, além de levantar o histórico do paciente pelo exame clinico.
Depois de identificada a substância responsável pela alergia, é importante procurar um profissional especializado, que ira orientar quais medicamentos devem ser evitados e que devem constar um uma lista por escrito que o paciente deve ter sempre junto de seus pertences pessoais, como documentos, para o caso de alguma urgência. Familiares e amigos também devem estar cientes dos processos alérgicos, a fim de informar médicos, quando necessário.
Sempre que surgir um sintoma coincidente com o início de um tratamento medicamentoso deve-se suspeitar de uma possível reação adversa, e esta poderá ser de natureza alérgica. Consulte seu farmacêutico ou medico. Não se medique por conta própria, oriente-se com um profissional de confiança.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mitos podem prejudicar o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama

Desinformação das pacientes em relação à doença contribui para piorar a situação no País

O câncer de mama é, atualmente, uma das doenças que mais matam em todo o mundo, sendo no Brasil a segunda causa de morte por tumores em mulheres. Porém, outro fator ajuda a piorar um pouco mais esse quadro: o da desinformação das pacientes em relação à doença.
Um levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado a Secretaria da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, apontou as principais dúvidas e questionamentos das mulheres atendidas em relação ao câncer de mama. Os resultados foram alguns mitos que fogem muito da realidade e não colaboram para o diagnóstico e tratamento da doença.
Dúvidas como "Eliminar o leite da dieta ajuda a curar uma neoplasia maligna de mama?", "O uso de desodorantes pode provocar câncer?" e "O consumo elevado de vitamina D pode aumentar o risco da doença?" são exemplos de questionamentos comuns entre as mulheres.

De acordo com o mastologista do Icesp José Roberto Filassi, ainda se sabe pouco sobre os comportamentos que ajudam a ampliar ou reduzir as chances de desenvolver a doença, mas é possível reforçar ou desmistificar alguns desses questionamentos.
"Existe uma série de informações que circulam sobre o tema que não estão fundamentadas em estudos científicos e, portanto, não correspondem à realidade. Conversar com um médico é sempre o melhor caminho para esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto", recomenda Filassi.
Veja abaixo o que é verdade e o que é mito quando o assunto é câncer de mama:
Mitos:
- Cessar o consumo de leite de origem animal cura a doença;
- O uso de desodorantes pode aumentar o risco de câncer de mama;
- Quem não tem histórico familiar não desenvolverá a doença;
- Próteses de silicone podem causar neoplasia maligna das mamas.
Verdades:
- A falta de vitamina D pode aumentar as chances de surgimento do câncer;
- Emoções negativas, como estresse, mágoas e raiva, estão associadas ao câncer de mama;
- Histórico familiar é um importante fator de risco. Se o parentesco for de primeiro grau (mãe ou irmã), a atenção deve ser redobrada;
- Câncer de mama está associado à idade: quanto maior a idade, maior a chance de incidência;
- Ter a primeira menstruação precocemente ou a menopausa tardia (após os 50 anos) aumenta o risco de desenvolvimento da doença;
- Gestações tardias (após os 30 anos) e a nuliparidade (não ter tido filhos) também ampliam os riscos;
- A ingestão regular de álcool, mesmo em quantidades moderadas, e o tabagismo podem elevar a chance de desenvolvimento do câncer de mama.

Fonte: Banco de Saúde

Casos de catapora aumentam de julho a novembro: saiba como prevenir e tratar a doença

A varicela, mais conhecida como catapora, é uma doença infecciosa aguda, altamente transmissível, causada pelo vírus Varicella-zoster. Ocorre com maior frequência em crianças de 1 a 10 anos, mas pode aparecer em indivíduos de qualquer idade que ainda não tenham a imunidade contra o vírus.
Geralmente, a doença evolui sem gravidade. Em algumas pessoas pode ter evolução mais grave e até causar o óbito, sobretudo em adultos e em pessoas com imunidade mais frágil. A varicela deve ser acompanhada pelo pediatra ou por um clínico geral ou infectologista nos casos dos adultos.
Apesar de casos confirmados de catapora serem registrados durante o ano todo, são mais frequentes entre os meses de julho a novembro, na época do frio e das chuvas, quando as pessoas se juntam em locais fechados, já que a transmissão do vírus se dá pelo ar.
Em crianças, as manifestações iniciais costumam acarretar apenas lesões de pele. Iniciam-se como manchas vermelhas e evoluem para pequenas bolhas de água que se tornam crostosas quando estouram. Já nos adultos, o primeiro sintoma pode ser a alta temperatura do corpo, registrada um ou dois dias antes do aparecimento das bolhas.
Após esse período, o quadro pode se caracterizar por manchas vermelhas de contorno e tamanho irregular que se tornam vesículas com água e estouram com a evolução da doença. Estas crostas podem levar a cicatrizes. Portanto, é bastante importante a higiene da pele. Lavar sempre as mãos com água e sabão, lavar bem as lesões do corpo para evitar infecção e cicatrizes.
O período de transmissão da varicela inicia-se 48 horas antes do aparecimento das primeiras lesões e perdura até o início da cicatrização em todas elas.
“A infecção pode ocorrer no contato com pessoas portadoras da doença, pelo contato direto ou por meio de espirros, tosse e gotículas de saliva. Além disso, a contaminação pode acontecer pela divisão de objetos recém-contaminados com secreção das lesões. A varicela pode ser transmitida também durante a gestação, por meio da placenta”, explica Tatiana Fabbri, médica pediatra.
“Após a transmissão do vírus, inicia-se o período de incubação que varia de 10 a 21 dias. Dentre as complicações mais comuns estão as infecções secundárias da pele como impetigo, abscesso, celulite e erisipela. Contudo, outras doenças também podem ocorrer como pneumonia, encefalite, meningite e glomerulonefrite”, comenta a especialista.
Assim que os primeiros sintomas forem percebidos, as pessoas devem procurar um médico, para que haja a confirmação do diagnóstico e início do tratamento. A primeira indicação deve ser o afastamento da escola ou do trabalho com o objetivo de diminuir o risco de transmissão para outros indivíduos.
De acordo com Tatiana, existem algumas drogas antivirais que possuem ação sobre o vírus Varicella-zoster e estão disponíveis para o tratamento da doença. Porém, essas drogas não são capazes de eliminar o vírus, mas podem reduzir a duração dos sintomas e o número de lesões cutâneas. Já no caso de febre, a pessoa infectada pela doença pode utilizar medicamentos como antitérmico, dipirona ou paracetamol.
Para que a infecção bacteriana da pele seja evitada, as unhas devem ser cortadas para evitar o traumatismo durante o ato de coçar. A higiene corporal deve ser feita com água e sabão.
Para prevenir esta infecção, todas as crianças acima de 1 ano devem tomar a vacina contra varicela. A única contraindicação da imunização é para gestantes. “É preciso ressaltar que uma vez infectada pelo vírus, a pessoa adquire imunidade permanente à doença, embora o sistema imunológico não seja capaz de eliminar o vírus”,
da Redação Uol

Copyright © 2010 —UOL Todos os direitos reservados

Ministério da Saúde alerta sobre sintomas de gripe e resfriados durante o inverno

Desde o início da semana, o País tem registrado temperaturas baixas em quase todas as regiões. A previsão para os próximos dias, de acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, é de muito frio. Com as temperaturas em queda, a população deve ficar atenta, pois durante o inverno é comum o aumento das doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados.
A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe - tanto a gripe comum, também chamada de influenza sazonal, quanto a H1N1, que surgiu em 2009 em todo o mundo.
No Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre os meses de maio e outubro. Porém, esse período varia de acordo com a região. "No Norte e no Nordeste, a tendência é que o número de casos aumente entre abril e junho, os meses mais chuvosos. Já no Sul e Sudeste, que têm invernos mais rigorosos, os casos se concentram de junho a outubro", explica Marcia Carvalho, Coordenadora de Vigilância de Doenças de Transmissão Respiratória da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
De acordo com dados preliminares do Sistema de Vigilância-Sentinela de Influenza do Ministério, na primeira semana de junho deste ano, já foi observado, em todo o país, um aumento no número de atendimentos por síndrome gripal. O conjunto de sintomas que costumam aparece em pacientes com gripe - como febre, tosse e dor de cabeça, entre outros - foi responsável por aproximadamente 15% do total de atendimentos nas 62 unidades de saúde responsáveis por monitorar os casos de influenza em todo o país.
Veja abaixo informações sobre a gripe e as principais orientações para as pessoas com sintomas da doença. Entre elas, estão recomendações para reforçar hábitos de higiene, atenção especial com crianças e idosos, os riscos de tomar remédio por conta própria e a necessidade de procurar o serviço de saúde mais próximo quando surgirem sintomas.

O que é gripe?
A gripe é uma doença respiratória aguda causada pelo vírus influenza e tem como principais sintomas febre (em geral acima de 37 graus), congestão nasal, tosse, dor de garganta, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Os sintomas costumam se manifestar entre dois e três dias após o contágio e duram, em média, uma semana.
A gripe é uma infecção autolimitada, ou seja, que resulta em cura completa devido à reação do próprio organismo ao vírus. Por isso, na maioria das vezes, a pessoa se recupera rapidamente, mesmo sem medicamentos. No entanto, há casos em que a gripe manifesta-se de forma mais grave, exigindo inclusive internação hospitalar.
Febre alta permanente e dificuldade para respirar são sintomas que podem indicar o agravamento do quadro do paciente, principalmente se isso ocorrer nos grupos considerados de maior risco para influenza - como pessoas menores de 2 anos e maiores de 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas (no coração, pulmão, fígado, rins, sangue e outros órgãos), diabéticos, hipertensos, transplantados, pessoas com baixa imunidade ou em tratamento de aids e câncer.
Tipos de vírus
Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os dois primeiros, por sofrerem mais mutações (alterações na estrutura genética, que podem deixá-lo mais agressivo, por exemplo), respondem pelas formas mais graves da gripe, sendo que o vírus do tipo A é geralmente o responsável por provocar as epidemias e pandemias, como é o caso da gripe H1N1. O vírus do tipo C é o mais leve.
Transmissão
O vírus influenza pode começar a ser transmitido até um dia antes do início dos sintomas, sendo que o período de transmissão dura sete dias, em adultos, e até 14 dias, em crianças. A forma mais comum de transmissão é a direta, entre pessoas, por meio de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir e espirrar.
A outra forma é a indireta, por meio das mãos que, após tocarem superfícies contaminadas por secreções de pessoas doentes, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Por isso, hábitos simples de higiene são tão importantes para prevenção (leia mais abaixo), uma vez que o vírus permanece vivo no ambiente por até 72 horas e, em superfícies como corrimões, maçanetas e torneiras, por até 10 horas.

Resfriado e rinite
Mais leve e menos demorado, o resfriado frequentemente é confundido com gripe. Embora parecidos, os sintomas do resfriado são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Em geral, as pessoas apresentam tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. No resfriado, a febre é menos comum e, quando aparece, é baixa (até 37 graus).
O resfriado também é uma infecção viral e pode ser causa por diversos tipos de vírus. Os mais comuns são o rinovírus, os vírus parainfluenza e o Vírus Sincicial Respiratório - este último, geralmente, acomete mais as crianças. As mesmas medidas preventivas usadas para gripe, como os hábitos de higiene (leia abaixo), também devem ser adotadas para prevenir resfriados.
Outra doença que também tem sintomas parecidos e que pode ser confundida com a gripe é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alérgenos (substâncias que causam alergia), como poeira, pêlos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.
Hábitos de higiene
Adotar hábitos simples de higiene - como lavar as mãos frequentemente, não compartilhar objetos pessoais se estiver com sintomas de gripe e cobrir boca e nariz com lenço descartável ao tossir e espirar - é um modo eficaz de prevenir gripes e resfriados.
"Usar água e sabão para lavar as mãos e limpar os ambientes é uma forma barata e eficaz de prevenção e deve ser adotada por toda a população", recomenda a Coordenadora de Vigilância de Doenças de Transmissão Respiratória do Ministério da Saúde, Márcia Carvalho. A especialista explica que lugares úmidos e frios favorecem a multiplicação do vírus. Por isso, manter os ambientes ventilados e iluminados com luz solar também ajuda na prevenção.
Crianças e idosos
Os cuidados de higiene devem ser redobrados com crianças e idosos. Para os pequenos, principalmente no ambiente escolar, recomenda-se que, além de incentivar a lavagem das mãos, os brinquedos e objetos de uso comum sejam lavados com água e sabão ou higienizados com álcool gel a 70%. Nas creches, também é importante evitar que as crianças durmam muito próximas. A distância ideal entre elas é de um metro. Já para os idosos, o perigo está nas complicações advindas com a gripe como a pneumonia e agravamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.
Tratamento
Ao surgirem sintomas de gripe, resfriado ou rinite, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem o serviço de saúde mais próximo e não tomem medicamentos por conta própria, como os antigripais. A automedicação pode mascarar sintomas, contribuir para o agravamento da doença e dificultar o diagnóstico, que deve ser feito por um médico.
"Ao tomar medicamentos por conta própria, alguns sintomas podem desaparecer temporariamente, mas isso não quer dizer que o doente esteja curado. Além disso, esses medicamentos tratam apenas os sintomas e não são eficazes no combate do vírus/, alerta Márcia Carvalho. É importante lembrar que uma boa alimentação, repouso e, principalmente, beber muito líquido são medidas fundamentais para uma boa recuperação.
A gripe H1N1
No caso da gripe H1N1, cujos sintomas são os mesmos de uma gripe comum, o tratamento específico com o antiviral fosfato de oseltamivir está indicado apenas para pacientes graves ou com fatores de risco para agravamento da doença. O medicamento não está indicado para tratar pacientes com sintomas leves de gripe e só pode ser vendido com retenção de receita médica.
A prescrição deve ser feita por um médico, a partir da avaliação do quadro clínico do doente. São considerados casos graves os pacientes que têm febre, tosse e dificuldade para respirar; e os principais fatores de risco são gravidez e doenças crônicas.
Para 2010, o Ministério da Saúde já distribuiu a todos os estados um total de 1,9 milhão de tratamentos do medicamento para tratar da gripe H1N1 - quantidade suficiente para tratar 38 vezes mais o número de casos graves de todo ano passado (48.978). As Secretarias Estaduais de Saúde são responsáveis pela distribuição aos municípios. Além disso, o Ministério da Saúde mantém estoque de 20 milhões de tratamentos para eventuais novas distribuições aos estados.
Imunização
A vacinação é uma das formais mais eficazes de prevenção contra diversas doenças, inclusive a gripe. Desde 1999, o Sistema Único de Saúde realiza anualmente campanhas de vacinação contra a gripe comum para os idosos, o grupo com maior risco de agravamento da doença. A vacinação de idosos, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), tem o objetivo de reduzir óbitos e internações causadas pela gripe.
No caso da gripe H1N1, o Ministério da Saúde realizou este ano a maior vacinação já ocorrida no mundo, imunizando mais de 85 milhões de pessoas, de acordo com os dados informados pelos estados e municípios até 01 de julho, o que representa 44% da população brasileira. O número coloca o Brasil na condição de país que mais vacinou em relação à população total, com um índice superior ao de países como Estados Unidos (26%), México (24%), Suíça (17%), Argentina (13%), Cuba (10%), França (8%) e Alemanha (6%).
Seguindo as orientações da OMS, no Brasil foram vacinados os grupos mais vulneráveis às complicações e às mortes causadas pelo vírus H1N1: gestantes, doentes crônicos, adultos de 20 a 39 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, além de trabalhadores de saúde e indígenas.

Fonte: Estadão